O objetivo terá sido o de por o Edifício Europa a arder (apenas de forma “figurativa”, explicaram via Twitter), no dia em que os líderes dos 28 se reúnem em Conselho Europeu para discutir as novas metas relativas à neutralidade carbónica para 2050. “É só um pouco tarde demais. O nosso planeta está literalmente a arder e precisamos que os países tomem medidas climáticas JÁ”, publicaram os ativistas do ramo belga da Greenpeace naquela rede social, a explicar o inédito protesto desta quinta-feira.

Ainda antes de amanhecer, explica o belga La Dernière Heure, os ativistas condicionaram o trânsito em Bruxelas e, à revelia das autoridades, a quem não solicitaram qualquer tipo de autorização, bloquearam os túneis que dão acesso ao Edifício Europa, que alberga as reuniões do Conselho Europeu. Depois, com a ajuda de um antigo carro de bombeiros e de equipamento de escalada, cerca de 30 manifestantes subiram pela fachada do prédio, onde descerraram enormes tarjas a alertar para a “Emergência Climática” e acenderam tochas vermelhas.

“A nossa casa, o planeta, está a arder e os nossos políticos não estão a fazer nada para apagar o fogo”, disse ao jornal belga Joeri Thijs, da Greenpeace local. “Os Chefes de Estado e de Governo reunidos hoje em Bruxelas vão debater os objetivos climáticos para 2050. Mas daqui até lá, já terão desaparecido há muito tempo. Não podemos deixá-los escapar com este tipo de promessa vaga para um futuro distante.”

Em terra, as autoridades já procederam à identificação de pelo menos 20 manifestantes, diz o Washington Post, que também cita Mark Breddy, porta-voz da Greenpeace: os manifestantes, que subiram ao Edifício Europa esta quinta-feira de manhã, além de cartazes e tochas terão levado também comida suficiente para se aguentarem dois dias lá em cima.