Os restos mortais encontrados perto do local onde desapareceu um avião militar chileno na segunda-feira pertencem às 38 pessoas que iam a bordo a caminho da Antártida, anunciou esta quinta-feira o ministro da Defesa do Chile, Alberto Espina.

Os restos mortais tinham sido encontrados na quarta-feira pelas autoridades chilenas, mas a Força Aérea do Chile (FACh) avisou que eram necessárias perícias forenses para confirmar se pertenciam aos passageiros daquele voo. O comandante-chefe da FACh, Arturo Merino, descartou também a possibilidade de serem encontrados sobreviventes do acidente do avião.

As condições em que foram encontrados os restos mortais no estreito de Drake, entre o Chile e o continente gelado, onde as águas são consideradas das mais turbulentas do planeta, levaram as autoridades a concluir que é “praticamente impossível existirem sobreviventes deste acidente de avião”, afirmou Arturo Merino, numa conferência de imprensa realizada na base aérea de Punta Arenas, a 3.000 quilómetros a sul de Santiago do Chile.

A Força Aérea do Chile anunciou na segunda-feira ter perdido “o contacto via rádio” com um avião militar C130, que tinha descolado de Punta Arenas com 38 pessoas a bordo, em direção a uma base na Antártida, onde ia prestar apoio logístico. De acordo com a FACh, o contacto via rádio foi interrompido cerca das 18h30 locais (21h30 em Lisboa).