O operador de capital de risco público Portugal Ventures investiu 15,6 milhões de euros em 28 startups, em 2019. “O ano 2019 foi sem dúvida importante para a atividade da Portugal Ventures, que teve o seu melhor registo quer no número de empresas quer no montante de investimento”, lê-se no comunicado divulgado nesta quinta-feira.

No decorrer do ano, a Portugal Ventures investiu 4,7 milhões de euros em oito novas empresas da área do digital, 3,1 milhões de euros em seis de engenharia e manufatura, 2,4 milhões em duas novas empresas da área de ciências da vida e 5,4 milhões de euros em 12 novas empresas de turismo.

Os investimentos mais recentes do operador de capital de risco foram para as startups Didimo (que permite criar seres humanos digitais em 30 segundos), Digital Manager Guru (plataforma de e-commerce), Doppio Games (estúdio especializado em jogos controlados por voz), LUGGit (requisitar em tempo real uma pessoa para recolher bagagem, guardá-la e entregá-la), Mercadão (marketplace on-demand, com entregas em 2 horas e acompanhamento em tempo real) e Refundit (plataforma para reembolso do IVA para cidadãos extra-comunitários). Nestas seis startups, a Portugal Ventures investiu 3,7 milhões de euros.

“Este crescimento no portefólio é o reflexo da resposta dos empreendedores às nossas iniciativas e da aproximação ao ecossistema através do reforço da rede de parceiros – Ignition Partner Network (IPN) e Ignition Capital Network (ICN) – que permitiram passar a mensagem aos empreendedores contribuindo de forma ativa para a dinamização e crescimento do ecossistema empreendedor português”, lê-se no comunicado.

Rui Ferreira, vice-presidente da Portugal Ventures, afirma  que o crescimento do portefólio aumenta a responsabilidade, pelo que, em 2020, a capital de risco vai manter uma presença muito ativa no ecossistema, mas também apostar na proximidade e acompanhamento que faz às empresas em que investe.

A Portugal Ventures foi fundada em 2012 e nestes sete anos investiu 140 milhões de euros em mais de 110 novas empresas.  Até 31 de dezembro, tem candidaturas abertas para as seguintes áreas: Call Blue Economy, Call Green Economy, Call AgroTech BioEconomy e Call Tourism.