Tribunal alemão negou, esta quarta-feira, a libertação antecipada de ativista e escritora neonazi de 91 anos Ursula Haverbeck que negou, repetidamente, o Holocausto.

Ursula Haverbeck foi condenada, em 2017, por ter negado o Holocausto e por afirmar que Auschwitz era só um campo de trabalho.  Começou a cumprir a pena em 2018. A lei alemã prevê que é ilegal não reconhecer o genocídio alemão, que resultou na morte de 17 milhões de pessoas.

A mulher, de 91 anos, já tinha sido detida diversas vezes, sendo que chegou a afirmar que “o Holocausto é a maior e mais sustentada mentira da história”. A negação do Holocausto e outras formas de incitamento ao ódio são crimes punidos, na Alemanha, com pena de prisão até cinco anos. O uso de símbolos nazis, tal como a cruz suástica, também foi banido.

Na Alemanha, é comum que os prisioneiros sejam libertados após cumprirem dois terços da sentença, mas o tribunal decidiu não libertar Haverbeck, não adiantando as razões para a decisão, revelou a agência noticiosa dpa. A também escritora deverá ser libertado em novembro do próximo ano.

O marido da ativista, Wener Georg Haverbeck foi um membro ativo do partido nazi.