Às primeiras horas da manhã desta sexta-feira (últimas desta quinta em Portugal, dada a diferença de 13 horas), uma equipa composta por membros da polícia e do exército da Nova Zelândia vai levantar voo para proceder à recuperação dos cadáveres dos oito turistas que morreram, na Ilha Branca, durante a erupção do vulcão Whakaari, na passada terça-feira.

A arriscada operação de resgate, explicou a polícia neozelandesa em comunicado, estará sempre sujeita à avaliação de uma série de riscos, que terão de ser medidos na hora, e que incluem o de uma nova erupção. “Vamos fazer todos os esforços para recuperar todos os corpos, contudo o nosso plano está sujeito a coisas que ultrapassam o nosso controlo, como a ilha e o clima. Muita coisa tem nos de correr bem para que isto resulte”, pode ler-se no texto.

Apesar de seis dos corpos já terem sido localizados, as autoridades desconhecem ainda o paradeiro dos dois restantes, admitiu entretanto Mike Clemens, o comissário encarregue das operações. Caberá aos militares enviados para a Ilha Branca a tarefa de os encontrar, sempre dentro dos limites de segurança, acrescentou, cita o Guardian.

De acordo com o jornal britânico, as autoridades neozelandesas estão sob uma pressão cada vez maior por parte das famílias das vítimas da tragédia (que já vai em 16 mortes confirmadas), que insistem na recuperação dos oito corpos antes que seja tarde demais: se se registar uma nova erupção poderão perder-se para sempre.”Não há uma única pessoa nesta sala que tenha mais vontade de entrar naquela ilha que o pessoal da polícia”, garantiu Mike Clemens.