Só em 2019, a Ferrari mostrou ao mundo dois novos modelos. Por um lado, o F8 Tributo, uma evolução do 488, mas igualmente o SF90 Stradale, o primeiro híbrido produzido em série pela marca fundada por Enzo Ferrari. Mas aquele que será o Ferrari com maior potencial de vendas não surgirá antes de 2022, o Purosangue, o primeiro SUV da casa do Cavallino Rampante.

Apesar de todos estes projectos entre mãos, alguns dos quais bem complexos porque implicam uma mudança radical de filosofia, como é o caso do SUV – ainda que a marca garanta que vai ser o mais desportivo do segmento, à frente de concorrentes como o Lamborghini Urus e o Aston Martin DBX –, a Ferrari não colocou de lado a ideia de conceber e produzir um modelo 100% eléctrico e alimentado por baterias.

Em declarações à Reuters, o CEO da marca, Louis Camilleri adianta que “a Ferrari não avança já para um carro eléctrico, porque ainda há limitações por resolver no campo das baterias”, especificando que “a tecnologia ainda não está ao nível” que a Ferrari quer para os seus veículos. É um projecto que Camilleri afirma ter, “mas não antes de se conseguir maior autonomia e maior rapidez na recarga”, com o gestor italiano a não ter desta vez mencionado o factor peso, que tão pouco favorece a tradicional agilidade dos Ferrari.

Para que não existissem dúvidas, Camilleri deixou bem claro que a Ferrari está a estudar um Gran Turismo eléctrico, mas este não estará disponível antes de 2025, data em que a marca espera uma evolução notável dos acumuladores. Até lá, a Ferrari oferecerá cada vez mais versões híbridas, moda que iniciou com o novo SF90 Stradale, tecnologia que espera que atinja 60% das vendas da marca em 2022.

Tudo isto acontece num ano em que a Ferrari deverá bater novos recordes, em termos de vendas, facturação e lucros, com estes a serem estimados em torno dos 1,27 mil milhões de euros, fasquia que deverá ser ainda mais elevada em 2020.