(Artigo atualizado às 6h59 de 17 de dezembro de 2019 com a confirmação de mais três mortes)

O sismo registado este domingo na ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, provocou pelo menos sete mortes, segundo dados das autoridades locais e das forças de proteção civil. A primeira morte confirmada foi a de uma menina de seis anos na cidade de Matanao, província de Davao do Sul, que não conseguiu sair de casa antes que esta caísse, disse um autarca da localidade, Vincent Fernández.

O Gabinete de Defesa Civil filipino apontou ainda para a existência de 86 pessoas feridas, numa altura em que prosseguem as operações de busca e resgaste.

O terramoto foi registado domingo às 14h11 locais, (6h11 em Lisboa) e o seu epicentro localizou-se a nove quilómetros a oeste de Matanao e a seis a noroeste de Padada, com uma profundidade de cerca de 30 quilómetros, segundo o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia.

O Instituto calibrou a magnitude do sismo em 6,9, ainda que o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que regista a atividade sísmica em todo o mundo, o tenha situado em 6,8. O abalo foi seguido por dezenas de réplicas, algumas de magnitude superior a 5. O sismo provocou também “várias dezenas de feridos”, segundo a polícia.

Na última semana de outubro, a região foi afetada por dois sismos de magnitude 6,6 e 6,5, que provocaram 21 mortos e 432 feridos. As Filipinas estão situadas sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, zona onde se regista cerca de 90 por cento da atividade sísmica e vulcânica do mundo e que é afetada por cerca de 7.000 sismos por ano, a maioria moderados.