O Presidente da República alertou este domingo que os portugueses esperam que o Orçamento do Estado do próximo ano, aprovado no sábado em Conselho de Ministros, vá “mais longe” em matérias como saúde, justiça ou reforma da administração pública.

“O que eu posso dizer é o seguinte, que em Portugal se sente que é preciso ir mais longe na saúde, é preciso ir mais longe também em aspetos fundamentais como são os que dizem respeito à reforma da administração pública, que é preciso ir mais longe em domínios que dizem respeito à justiça e à ultrapassagem das desigualdades entre os portugueses”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Em declarações aos jornalistas à margem de um almoço com pessoas em situação de sem-abrigo, em Lisboa, o chefe de Estado salientou também que, “por outro lado, é preciso criar condições para que haja mais investimento, mais criação de riqueza, portanto, mais crescimento”.

“E o conciliar isto tudo e ainda outras preocupações no domínio da segurança, no domínio da defesa, do domínio do funcionamento da administração pública. É isso que vamos ver se o orçamento consegue fazer”, vincou.

Ainda assim, Marcelo Rebelo de Sousa apontou que não é seu costume comentar “os orçamentos antes de os conhecer”, porque “ter uma opinião na base nas notícias da televisão, da rádio e dos jornais é muito vago”.