Foi desmantelada uma das maiores redes de contrafação de moeda da Europa através da ação da Europol a partir de uma investigação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, da Polícia Judiciária portuguesa.

A operação “Deep Money”, da PJ, foi desencadeada em julho. Foram detidas cinco pessoas e apreendidas mais de 1.800 notas falsas de 50 e de 10 euros. A comercialização das notas fazia-se através da darknet e os criminosos conseguiam entre 20 a 25% de lucro, isto é, 100 mil euros eram vendidos por 20 ou 25 mil euros.

Nos dias 9 e 11 de dezembro a Europol investigou suspeitos de contrafação de moeda falsa, após análise de “elementos probatórios recolhidos pela Polícia Judiciária”. No decorrer da operação “foram realizadas um total de 36 buscas domiciliárias, identificados e interrogados 44 suspeitos, 11 dos quais acabaram por ser detidos“, pode ler-se no comunicado da autoridade policial portuguesa, divulgado esta segunda-feira.

A maioria das buscas domiciliárias (27) deram-se na Alemanha, país onde se desmontou uma rede de produção de documentos falsos. As restantes nove foram na Áustria, França, Grécia, Irlanda, Luxemburgo e Espanha. Foram apreendidas notas falsas, armas, drogas, documentos falsos e moedas virtuais, bem como substâncias dopantes.

No início de julho e durante várias buscas foram apreendidas em Portugal cerca de cinco mil notas falsas de euro, no valor aproximado de 250 mil euros, e “diversos objetos relacionados com a produção das notas, nomeadamente computadores, impressoras, papel de segurança com incorporação de filamento de segurança, hologramas e bandas holográficas autoadesivas, tintas ultravioleta e tinteiros”.

Um dos detidos é português, tem 35 anos, e é considerado pela PJ como o cabecilha da rede que foi detido a 23 de agosto na Colômbia e posteriormente entregue à PJ em Portugal. O homem tem registo criminal por vários crimes, nomeadamente tráfico de droga e extorsão sexual.