Cinco pessoas morreram e 3.000 infraestruturas foram destruídas desde outubro na sequência da época chuvosa em curso em Moçambique, disse esta segunda-feira à Lusa fonte do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

“O óbitos são resultado de descargas atmosféricas e ocorreram em três províncias “, disse a diretora da Área de Prevenção e Mitigação no INGC, Ana Cristina. Os óbitos ocorreram nas províncias de Manica, Zambézia, no centro do país, e Maputo, sul de Moçambique.

As infraestruturas destruídas são maioritariamente escolas e habitações, devastadas por inundações na sequência das chuvas que vem caindo desde outubro no país. O INGC precisa de cerca 900 milhões de meticais (12 milhões de euros) para operacionalizar o plano de contingência da entidade, uma estratégia orçada num valor total de quase 30 milhões de euros.

O plano prevê três cenários: o primeiro é de ventos fortes, inundações localizadas nas vilas e cidades e seca. O segundo cenário compreende, além de ventos fortes, inundações localizadas e seca, a ocorrência de cheias nas bacias hidrográficas e de ciclones. O último prevê a soma dos problemas no primeiro e segundo cenários com a ocorrência de sismos.

Entre os meses de outubro e abril, Moçambique é ciclicamente atingido por ventos ciclónicos oriundos do Índico e por cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral, além de secas em alguns pontos do país.

Na última época das chuvas, um total de 714 pessoas morreram e outras 2,8 milhões foram afetadas por calamidades naturais, num período marcado pela passagem dos ciclones Idai e Kenneth, que se abateram sobre o centro e o norte do país.

Além dos ciclones Idai e Kenneth, que isolados causaram 648 óbitos e afetaram cerca de 1.8 milhões de pessoas em províncias do centro e norte em março e abril deste ano, a última época das chuvas foi marcada também pela passagem de uma depressão tropical (Desmond), seca, sismos, chuvas e ventos fortes, por vezes acompanhados de descargas atmosféricas.