O apoio financeiro do Banco Mundial após os ciclones deste ano em Moçambique já permitiu recuperar ou construir 700 quilómetros de estradas asfaltadas nas zonas afetadas, anunciou a organização em comunicado consultado hoje pela Lusa.

“Os projetos financiados pelo Banco Mundial restauraram ou construíram 700 quilómetros de estradas pavimentadas, 1.900 quilómetros de estradas rurais, 46 pontes e 40 quilómetros de diques para proteger as estradas de inundações”, disse Rakesh Tripathi, especialista sénior em transportes do Banco Mundial e líder do projeto.

Os ciclones Idai e Kenneth atingiram Moçambique em março e abril, respetivamente, e mataram quase 700 pessoas. O apoio imediato do Banco Mundial foi de 500 milhões de dólares (449 milhões de euros), acrescido de 110 milhões de dólares (99 milhões de euros) para um programa de estradas rurais. “Após pouco mais de seis meses, Moçambique restaurou a maior parte das suas pontes e estradas danificadas” pelos ciclones, destacou a instituição financeira.

Um camião que levava até oito horas a colocar mercadoria do porto da Beira no Maláui chegava a demorar 12 dias depois das tempestades, devido à destruição das vias de comunicação, mas a situação foi resposta, ilustra o Banco Mundial. Uma das vias beneficiadas foi a estrada nacional 6 (EN6), um dos principais corredores do país, entre a Beira e Zimbábue, tendo sido ainda restauradas três pontes pela Administração Nacional de Estradas (ANE) de Moçambique.

As zonas afetadas pelo ciclone Idai estão situadas no Centro do país e fazem parte das províncias de Manica e Sofala, enquanto o ciclone Kenneth atingiu Cabo Delgado, no Norte.

Moçambique. As imagens, os apelos e o desespero de quem não sabe da família no ciclone que “matou mais de mil”