O Programa Alimentar Mundial (PAM), organismo das Nações Unidas, pretende duplicar o número de beneficiários em Moçambique para 1,2 milhões de pessoas por mês até ao final do primeiro trimestre de 2020, anunciou hoje em comunicado.

“O PAM pretende dobrar o seu apoio, atingindo 1,2 milhões de pessoas por mês até março de 2020, para atender aos altos níveis de insegurança alimentar em áreas afetadas por desastres no país”, referiu.

Durante o pico da emergência, de março a agosto, o PAM apoiou 2,3 milhões de pessoas com assistência alimentar e após a fase imediata da resposta, de agosto a outubro, “continuou a fornecer assistência alimentar a 625.000 das pessoas mais vulneráveis”.

Agora, de acordo com as avaliações mais recentes, um total de 1,9 milhões de pessoas “correm risco de fome de novembro de 2019 a março de 2020, se a assistência alimentar adequada não for fornecida de maneira oportuna”, acrescentou.

Os dados fazem parte de um balanço dos apoios da União Europeia (UE) ao PAM em Moçambique. “Somos muito gratos à União Europeia pelo apoio contínuo ao longo deste ano extremamente desafiador”, disse Karin Manente, representante em Moçambique. “Embora o pior já tenha passado, as necessidades humanitárias persistem e muitas comunidades ainda lutam para atender às suas necessidades alimentares básicas”, sublinhou.

A UE contribuiu este ano com quase quatro milhões de euros em financiamento humanitário para o PAM em Moçambique, apoiando as pessoas afetadas pelos ciclones Idai e Kenneth, além de fornecer apoio logístico à comunidade humanitária a operar no país. Os dois ciclones, em março e abril, mataram perto de 700 pessoas e devastaram várias infraestruturas.