Três novos sismos foram sentidos na ilha do Faial, nos Açores, desde a noite de sexta-feira, com intensidades superiores a 3 na escala de Richter, divulgou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).

O evento mais recente ocorreu às 08h06 (hora local, mais uma nos Açores), com “magnitude 3,4 (Richter) e epicentro a cerca de 24 quilómetros a oeste/noroeste do Capelo, ilha do Faial”.

Segundo o CIVISA, “o sismo foi sentido com intensidade máxima III/IV (escala de Mercalli modificada) nas freguesias do Capelo, Castelo Branco e Praia do Norte”, tendo ainda sido sentido “com intensidade III nas freguesias de Cedros, Salão, Praia do Almoxarife, Matriz e Angústias”, na ilha do Faial.

No sábado às 22h54, tinha sido registado também um sismo com magnitude de 3,4, na escala de Richter, “com epicentro a cerca de 32 quilómetros a oeste do Capelo”, tendo sido sentido com intensidade máxima III/IV, na escala de Mercalli modificada, na freguesia de Castelo Branco e com intensidade III na freguesia de Praia do Norte.

O maior dos três eventos ocorreu durante a madrugada, às 01h41, com magnitude de 3,9, na escala de Richter, e epicentro a cerca de 31 quilómetros a oeste do Capelo. Segundo o CIVISA, este sismo foi sentido com intensidade de III/IV, na escala de Mercalli modificada, nas freguesias de Feteira, Salão, Flamengos, Angústias e Matriz e com intensidade III nas freguesias de Ribeirinha e Pedro Miguel, na ilha do Faial, tendo ainda sido sentido com intensidade III em São Roque, na ilha Pico.

A crise sísmica, que ocorre numa zona entre os 25 e os 35 quilómetros a oeste do Faial, já provocou mais de cinco mil eventos, entre os quais 51 sismos sentidos pela população, sete destes com magnitude superior a 4 na escala de Richter. O mais intenso sismo desta crise sísmica foi registado a 18 de novembro, pelas 8h41, e teve magnitude de 4,7.

Em declarações à Lusa, esta sexta-feira, o presidente do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores, Rui Marques, disse que não se trata de uma situação “anormal”. Rui Marques frisou que a crise sísmica está a ocorrer a “dezenas de quilómetros” do Faial e que as magnitudes registadas não têm “energia suficiente para produzir danos”, mas apontou que a “população deve estar preparada”.

“Não devemos dizer que não há motivo para alarme, como também não devemos dizer o contrário. A população deve estar preparada, vivemos num arquipélago que é sismicamente e vulcanicamente ativo. Por isso, quem reside nos Açores deve ter os seus cuidados”, considerou.

Os sismos são classificados segundo a magnitude, de acordo com a escala de Richter, como micro (menos de 2,0), muito pequeno (2,0-2,9), pequeno (3,0-3,9), ligeiro (4,0-4,9), moderado (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grande (7,0-7,9), importante (8,0-8,9), excecional (9,0-9,9) e extremo (quando superior a 10).