Primeiro foi Laura Kuenssberg, editora de política da estação, que, entre outras coisas, partilhou no Twitter — @bbclaurak é a sua conta — a informação de que um assessor de um ministro do partido conservador tinha sido agredido por um militante do partido trabalhista. Afinal não tinha, veio a saber-se ainda antes das eleições do passado dia 12 de dezembro no Reino Unido. Os partidários de Jeremy Corbyn não lho perdoaram, passando diretamente à ofensa, também naquela rede social.

Logo a seguir foi Jon Sopel, o editor para a América do Norte da BBC, a ser acusado de partilhar tweets onde, ao contrário do que o código deontológico lhe exige, critica abertamente o presidente Donald Trump.

Terá sido o que bastou, diz o Guardian deste sábado, para Fran Unsworth, diretora de informação da estação, pensar duas vezes sobre o uso que os jornalistas da casa estão a fazer da rede social, tanto na partilha de notícias como de opiniões.

De acordo com o diário britânico, Unsworth terá comunicado já a sua posição sobre o assunto a alguns jornalistas, durante uma festa organizada pela estação. “Ela disse que sabe que o mais provável é que vá encontrar alguma resistência, mas que quer discutir o assunto e está a ponderar pedir aos correspondentes para saírem do Twitter”, revelou ao jornal um repórter da BBC, que não quis ser identificado.

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Por outro lado, jornalistas próximos da diretora de informação garantiram que tudo não passou de uma brincadeira e que Unsworth não pensa realmente proibir a redação de publicar no Twitter, mas apenas aplicar regras mais rigorosas para a utilização das redes sociais pelos funcionários.

Ora foi exatamente isto que Fran Unsworth disse ao mesmo Guardian, em entrevista, há apenas uma semana, quando se soube que o Channel 4 teria proibido todos os jornalistas fora da equipa de política de publicarem tweets sobre o assunto: “Só precisamos de reforçar as nossas regras para as redes sociais”.