O bispo católico da província angolana de Cabinda, Belmiro Chissengueti, aponta o “aumento exponencial dos impostos que sufocam a já mendiga classe empresarial”, do “desemprego galopante” e o “desespero dos jovens” como reflexos da crise económica que Angola vive.

Segundo o prelado, citado esta terça-feira pela Emissora Católica de Angola, o país continua a viver uma profunda crise económica com registos da “diminuição” do poder de compra e da qualidade da vida de todos os cidadãos e “aumento da criminalidade”.

Belmiro Chissengueti, também porta-voz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), que falava, em Cabinda, durante a cerimónia de cumprimentos de natal da diocese, manifestou, por outro lado, “satisfação” pelo surgimento de projetos estruturantes na província.

“No meio desta crise, ouvimos com satisfação o surgimento na nossa província de projetos tendentes a alavancar a economia, projetos estruturantes e necessários para que se normalize a vida nesta parte em que nós habitamos”, afirmou.

O prelado augura que as obras estruturantes na região, umas em início e outras em conclusão, beneficiem, sobretudo os jovens ávidos pelo emprego “para que a riqueza possa girar a volta dos que investem e que são igualmente os beneficiários dessas obras”.

O Presidente angolano, João Lourenço, disse, na segunda-feira, que apesar de ainda serem muitas as dificuldades sentidas, o país “conhece progressos no campo da defesa dos direitos fundamentais do cidadão, da exigência de maior rigor na gestão dos recursos públicos, do combate ao nepotismo e à impunidade e da luta contra a corrupção”.

Na sua mensagem de ano novo, João Lourenço assegurou que o seu Governo “continua comprometido e empenhado” em criar as condições para proporcionar à maioria da população melhores condições de vida.

“Atenção particular vem sendo prestada pelo executivo ao setor social, com vista a melhor servir as populações na educação, na saúde, na energia, no saneamento básico e na água potável”, realçou.