O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Seguéi Riabkov, admitiu esta quarta-feira um agravamento das sanções dos Estados Unidos à Rússia durante 2020. “Lamentavelmente, continuam estes ciclos de aplicação de restrições às nossas pessoas jurídicas e físicas por razões inventadas e sem base legal. Não se pode descartar que continuem no próximo ano”, disse Seguéi Riabkov em entrevista publicada pela agência Interfax.

O governante acrescentou que a Rússia não se vai apressar a responder às sanções dos EUA contra o gasoduto Nord Stream 2, que vai transportar gás natural russo para a Alemanha através do Mar Báltico e já está construído em mais de 90%. “A resposta não será retórica, como já foi declarado ao nível do nosso Governo. Não nos apressaremos, não é uma corrida nem há prazos para divulgá-la”, afirmou o diplomata, acrescentando que a Rússia também vai reagir se Washington adotar novas sanções.

“Também reagiremos. De maneira ponderada, sem prejuízo para nós mesmos, mas de tal maneira que, por outro lado, eles sintam que isso não aconteceu sem reação”, afirmou. O Presidente dos EUA, Donald Trump, promulgou na semana passada sanções contra empresas associadas à construção do gasoduto russo Nord Stream 2.

O consórcio russo Gazprom e as empresas europeias OMV, Wintershall Dea, Engie, Uniper e Shell estão envolvidas no projeto. O Governo alemão lamentou as sanções dos EUA e a Rússia, por outro lado, descreveu as sanções como “concorrência desleal”, e que tem em vista a venda de gás natural liquefeito europeu para a Europa, mais caro do que o russo.