A evolução da rede de carga ultra-rápida da Tesla em solo europeu não pára de evoluir, acompanhando a venda de novos modelos. E como os veículos do fabricante norte-americano aceitam potências de carga cada vez mais elevadas, as características dos Superchargers continuam a ser melhoradas. A prova é que, depois de os primeiros Superchargers, recentemente foi introduzida uma versão melhorada, os V2 (cuja potência passou de 120 para 150 kW), e agora começaram a ser introduzidos os V3, que evoluíram de 150 para 250 kW. A Europa já recebeu o primeiro, localizado em Londres, numa estação de carga com oito Superchargers V3 e outros tantos V2.

Ao contrário da substituição dos Superchargers V1 pelos V2, que necessitava apenas de alterações ao nível de software, tanto nos veículos como nos postos de carga, a adopção dos V3 implica alterações profundas, o que obriga a novos equipamentos, tanto mais que trabalham com a ajuda de baterias estacionárias e painéis solares.

O único modelo que consegue explorar todo o potencial dos V3 é o Model 3 nas versões Long Range e Performance, carregando ambos a 250 kW, para depois os Model 3 Mid Range e os Model S e X extraírem 200 kW quando ligados à tomada. De acordo com a marca, recarregar a 250 kW significa reduzir em cerca de 50% o tempo para abastecer a bateria, alimentando-a com o suficiente para percorrer mais 120 km em somente 5 minutos, ou 289 km em apenas 15 minutos.

Com a introdução dos novos postos, que vai ser acelerada a partir de 2020, a Tesla inaugura igualmente a 500ª estação de carga na Europa, onde passa a oferecer 4700 Superchargers. É a maior rede de carga rápida do continente, o que constitui um importante trunfo para o fabricante de Palo Alto, que instalou o primeiro ponto de recarga em 2013. Espalhadas sobretudo pelos EUA, Europa e China, há 1.716 estações de carga da Tesla, com um total de 15.000 Superchargers.