“Estou encantado por dizer que este ano entrei finalmente na lista do Pai Natal… Ao contrário de 1994, 1995, 1996… Mas este ano… (e agarra num cão de brincar) Como é que ele faz isto? Porque é que ele faz isto? Como é que ele aprendeu a fazer isto? Acho que nunca saberemos…

A versão 100% genuína de Cantona explicou como 1% dos rendimentos do futebol podem mudar o mundo

2019 foi um grande ano para o futebol. A chegada do VAR, como um tio bêbado que atrapalha o jantar de Natal, a vomitar até adormecer. Escusado será dizer que não teve uma aprovação global de toda a gente. Mas agora que já estamos quase num novo ano, devemos perguntar: o que vai 2020 trazer? Se o Leicester voltar a ganhar a Liga, o que vai fazer o Gary Lineker? Será que se calhar a Megan Rapinoe consegue derrubar o Donald Trump e tornar-se a primeira presidente de cabelo roxo dos Estados Unidos? Eu gostaria de dar os parabéns a um novo herói na Sala Oval. Quem irá destruir o VAR de vez? Às vezes vejo um jogo e penso para mim ‘O árbitro atrás do ecrã, está a ver o jogo ou um filme de pornografia? Porque eles não tomam atenção…

Que mais? Quem sabe se o Messi vai revelar acidentalmente a sua forma de extreterrestre quando dois tentáculos saírem dos seus calções durante um jogo da Taça com a Real Sociedad? Ele tem de ser do espaço, claro. E depois temos o Campeonato da Europa, que pode ajudar a unir a Europa neste momento…”

Foi com estas estranhas mensagens que Eric Cantona, um dos maiores heróis de Old Trafford que abraçou agora outras causas na vida pessoal e profissional (vivendo em Lisboa), deixou aquilo que denominou de “The King’s Speech” no canal de Youtube da plataforma Otro. Tudo isto, por si só, já seria notícia. Mas o antigo avançado francês falou também do “seu” Manchester United, com mais uma comparação que se tornou rapidamente viral.

Eric Cantona recebe na quinta-feira prémio presidente da UEFA

“O Manchester United ocupa um lugar especial no meu coração mas ver agora o Manchester United é como o sexo nos idosos: pode-se tentar ao máximo mas no final todos estão um bocado desapontados. Mas eles vão voltar… porque é o maior clube do mundo! Quando digo estas coisas, desculpem… como o sexo com um idoso… não estou a a falar de mim, é apenas uma metáfora porque eu…”, deixou através da mesma plataforma.

Entre 1992 e 1997, e mesmo contando com a longa ausência dos relvados depois de ter agredido com um pontapé de karaté um adepto durante um jogo, Eric Cantona ganhou quatro Ligas, três Supertaças e duas Taças das Liga pelos red devils, já depois de ter sido campeão no Marselha e no Leeds United, que surpreendeu tudo e todos na 1.ª Divisão inglesa na época de 1991/92. Hoje, o Manchester United orientado pelo antigo companheiro Ole Gunnar Solskjaer (ainda se cruzaram em 1996/97) está longe desse fulgor, tendo ganho nos últimos cinco anos desde a saída de Alex Ferguson uma Taça de Inglaterra, uma Supertaça, uma Taça da Liga e uma Liga Europa, as três últimas com José Mourinho no comando. Ainda assim, o futuro a curto prazo promete.

Isqueiros, garrafas, empurrões e um banho de bola em meia hora: United arruma City (e Liverpool faz a festa)

Depois das vitórias frente ao Tottenham e ao Manchester City, aquilo que parecia ser uma redenção na Premier League acabou por esfumar-se um pouco com o empate com o Everton e a derrota diante do Watford. A equipa voltava ao nono lugar da classificação, a sete pontos do quarto posto (último a dar acesso aos lugares da Liga dos Campeões), mas a reação no Boxing Day voltou a ser forte com uma goleada na receção ao Newcastle que veio “calar” o discurso do Rei pelo menos durante 90 minutos, ao mesmo tempo que mostrou o que os mais novos conseguem fazer quando o coletivo é forte: depois do golo inaugural dos visitantes por Longstaff (17′), Martial (24′ e 51′), Greenwood (36′) e Marcus Rashford (41′) marcaram e deram a volta para 4-1 em Old Trafford.