À semelhança dos restantes construtores que disputam o mercado europeu, a Mercedes vai ter de respeitar em 2020 um valor médio das emissões de CO2 da sua gama abaixo dos 95g/km. O que não vai ser fácil, dado os elevados valores registados por alguns dos seus modelos, com ênfase para os mais possantes e sofisticados.

Para baixar a média, a marca alemã conta com os híbridos plug-in (PHEV) que comercializa, desde as versões gasolina/eléctricas como o S 560, que oferece 367 cv e anuncia apenas um consumo médio de 2,3 litros, a que correspondem 51 g de CO2/km, às diesel/eléctricas como os C e os E 300de, a reivindicar 1,2 e 1,4 litros, com emissões de 38 e 41g, respectivamente.

Mais interessantes do que os benefícios conferidos pelos PHEV, para baixar a média, são os trunfos dos veículos 100% eléctricos. Sucede que a Mercedes, de momento, apenas conta com um modelo alimentado por bateria, o EQC, que tem zero em consumo de combustíveis fósseis e outro tanto de emissões de CO2/km enquanto se desloca.

Esta gama de modelos eléctricos reduzida a um único elemento obrigou a Mercedes a alguns sacrifícios, que transferiu para os seus clientes. Assim sendo, a marca informou que o EQC – o seu SUV eléctrico com 4,76 metros de comprimento, uma bateria com capacidade total de 93 kWh, 408 cv de potência e uma autonomia de 416 km – vai ter a entrada no mercado americano apenas em 2021. Isto é, um ano após o inicialmente anunciado. Até lá, ficará reservado exclusivamente para o Velho Continente. Tudo para baixar a média.