Um homem foi apanhado na madrugada do dia 25 de dezembro a furtar várias ossadas do cemitério de Santo André de Vagos, Aveiro. A polícia acabou por detê-lo, mas foi libertado e está a aguardar perícia psiquiátrica em liberdade, confirmou ao Observador fonte da GNR local.

Estaria a sair do cemitério quando foi avistado por volta das 02h40 do dia de Natal. Apercebendo-se de que o tinham visto, largou o saco de plástico que transportava e fugiu para se esconder num armazém ali perto, onde foi mais tarde descoberto pela polícia.

Quando as autoridades chegaram ao local confirmaram que no saco estava “a cabeça de uma mulher” e várias ossadas, disse o presidente da junta de freguesia Amilcar Raimundo ao Jornal de Notícias.

Ao Observador, fonte do comando da GNR de Aveiro confirmou que o autor do crime de profanação de cadáver se trata de um homem de 56 anos, de nacionalidade portuguesa, que o JN adianta ser residente na freguesia vizinha de Mira. A mesma fonte adiantou ainda que não foram encontrados quaisquer metais preciosos e que não é por enquanto possível determinar a razão do crime. O homem terá sido libertado e aguarda “perícia psiquiátrica”. Segundo o mesmo jornal, ao ser detido terá alegado “ter visões”, “ver coisas” que os outros não veem.

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Este é o segundo furto neste cemitério no espaço de um mês existindo já uma queixa apresentada que resulta do desaparecimento de dois cadáveres, que foi notícia em novembro, adiantou a fonte da GNR ao Observador. “Quando lá chegámos, o coveiro disse que tinham andado a estragar campas e uma delas tinha sido a nossa”, contou na altura à Agência Lusa um membro da família cuja campa tinha sido profanada. “Não havia nada lá dentro [da campa]. Só vi bocados da parte de cima do caixão do meu tio. O caixão onde estava o corpo do meu avô embalsamado tinha desaparecido por completo. Nem caixões, nem os cadáveres”, acrescentou.

Nessa data, Amilcar Raimundo, presidente da Junta de Freguesia, disse à Agência Lusa que, dois meses antes, “começou a aparecer [no cemitério] terra um bocado de forma suspeita”, e que seriam instaladas câmaras de videovigilância, bem como um portão automático.  Agora, ao JN, confirmou ter havido ultimamente sinais de diversas campas violadas.