A Toyota, o maior fabricante (individual) do mundo e também aquele que maiores lucros declara anualmente, resolveu regressar aos desportivos de dois lugares com uma nova geração do Supra. Mas, para ganhar tempo e dinheiro, recorreu a um especialista nesta classe de veículos, a BMW, aproveitando o chassi e a mecânica do desportivo alemão, apoiada no seis cilindros em linha sobrealimentado da marca bávara, com 3.0 litros e 340 cv.

Sempre existiu a dúvida sobre qual dos modelos, o alemão ou o japonês, seria mais rápido em pista ou em estradas sinuosas, ou seja, qual seria a marca que tinha realizado um trabalho mais apurado na afinação final do comportamento. A novidade é que agora há a possibilidade de responder a esta questão, uma vez que a revista alemã Sport Auto levou o GR Supra e o Z4 M40i ao clássico circuito de Nürburgring (juntamente com outros modelos da concorrência) e está em condições de esclarecer todas a dúvidas.

Toyota e BMW usam a mesma plataforma, o que significa chassi, suspensões, suporte de motor, caixa e diferencial, tudo isto com uma roupagem distinta. Mas há diferenças de fundo entre os dois coupés, pois o japonês tem uma carroçaria fechada, o que lhe permite teoricamente ser mais rígido (o que é bom para o comportamento) e mais leve. Especialmente quando comparado com o adversário alemão, um descapotável.

Com o piloto Christian Gebhardt ao volante, os alemães da Sport Auto cronometraram 7 minutos e 52,17 segundos na melhor volta ao Anel Norte do Nürburgring. Na mesma ocasião e condições, o mesmo piloto registou 7.52,36 com o BMW M2 Competition, uma diferença marginal num traçado com 20 km, mas que prova que a Gazoo Racing realizou um bom trabalho. Tanto o Supra como o M2 conseguiram bater o Z4 M40i, cuja melhor volta anterior está fixada em 7.55, ainda assim um bom valor para um desportivo “aberto”, bom para circular de cabelos ao vento, mas não para ser o mais rápido numa pista exigente como a alemã.