O antigo presidente do banco chinês Hengfeng Bank foi condenado esta semana à pena de morte por um tribunal chinês por ter desviado 754 milhões de yuan (perto de 96,5 milhões de euros) do património do banco, que neste mês precisou de ser alvo de resgate financeiro.

De acordo com a Bloomberg, Jiang Xiyun desviou aquele valor em ações do banco para a sua conta pessoal entre 2008 e 2013, período durante o qual também aceitou subornos de mais de 60 milhões de yuan (7,7 milhões de euros).

Além disso, o tribunal entendeu também que Jiang ordenou expressamente que fossem destruídos os registos referentes a uma série de transações num valor acima de 600 milhões de yuan (76,7 milhões de euros).

O tribunal emitiu a sentença na quinta-feira, condenando o ex-banqueiro à pena de morte, que pode ser convertida em prisão perpétua ao fim de dois anos em caso de bom comportamento.

Segundo o Financial Times, o Hengfeng Bank foi o último de um conjunto de três bancos regionais a precisarem de um resgate por parte do governo chinês, depois do Baoshang Bank (Mongólia Interior) e do Banco de Jinzhou.

Na semana passada, foi anunciado que o Hengfeng Bank iria receber um aumento de capital de cerca de 100 mil milhões de yuan (12,8 mil milhões de euros), com as ações a serem compradas por fundos ligados ao governo chinês. À frente deste resgate esteve o China Investment Corp, fundo soberano chinês.