No final do último encontro que terminou com uma fantástica reviravolta do Wolverhampton frente ao Manchester City por 3-2, Nuno Espírito Santo, técnico da equipa mais portuguesa da Premier League, ainda tentou finta uma questão a propósito do VAR e da grande penalidade de Sterling que iria originar o primeiro golo do encontro depois de Rui Patrício ter conseguido defender dois castigos máximos do avançado inglês.

Jota “expulsou” Ederson, Patrício defendeu dois penáltis e Wolverhampton venceu City com reviravolta aos 89′

“Estava a pensar não falar sobre o VAR, não posso falar com os árbitros diretamente… Há decisões que afetam tudo. Apenas vi as coisas através dos ecrãs. Dendoncker tocou em Riyad Mahrez no pé, mas será isso o suficiente? Não farei parte das discussões mas elas vão continuar. Temos de confiar no VAR e no árbitro. Eles veem as imagens em slow motion, por isso decidem melhor”, afirmou. Este domingo, apenas três dias depois, a opinião já poderá ser diferente, como se percebeu no cartão amarelo que viu pouco antes do intervalo. E é do VAR que se fala depois do triunfo do Liverpool frente ao Wolverhampton por 1-0 em Anfield.

Aliás, muito do que se passou no jogo em termos de perigo resume-se a esse período final da primeira parte e em dois capítulos distintos. Mas vamos por partes: aos 42′, Sadio Mané surgiu isolado na área, rematou forte e bateu Rui Patrício para o golo inaugural que foi numa primeira instância anulado por suposta mão de Lallana quando faz a assistência para o senegalês. O VAR foi consultado, considerou (e bem) que não tinha havido infração mas passou ao lado de uma mão involuntária de Van Dijk no início do lance que não demorou a tornar-se tema de conversa na análise à partida. Pouco depois, Pedro Neto, de pé direito, fez o empate ainda antes do intervalo mas o golo foi invalidado por posição irregular de Otto no início da jogada que, confirmando-se, não passou de uma mera questão de centímetros. No meio dos protestos, Nuno acabou por ser admoestado no banco.

E se na primeira parte, à exceção desse lance de Pedro Neto, os Wolves (com seis portugueses de início: Rui Patrício, Rúben Vinagre, Rúben Neves, João Moutinho, Diogo Jota e Pedro Neto) quase não existiram no plano ofensivo, a segunda metade teve outra história, com os reds a terem dificuldade em controlar as tentativas dos visitantes sobretudo no último quarto de hora, ainda que sem efeitos práticos. Contas feitas, o Liverpool manteve a senda de vitórias consecutivas, reforçou a liderança (leva 18 triunfos e um empate na presente temporada) e acabou o ano civil de 2019 sem uma única derrota em Anfield, ao passo que o Wolverhampton desceu ao sétimo lugar a cinco pontos do quarto Chelsea, a um do Manchester United e com os mesmos do Tottenham.