A União Europeia apelou este domingo para que todas as partes envolvidas na guerra da Síria, em particular ao regime de Damasco e aos seus aliados, cessem a escalada da violência e protejam os civis no norte do país.

“A escalada da violência no noroeste da Síria por parte do regime sírio e seus aliados deve cessar. A última ofensiva inclui ataques aéreos indiscriminados contra civis e rotas de fuga”, afirmou em comunicado o Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE).

O serviço diplomático da União Europeia (UE) recordou que “todas as partes têm a obrigação de proteger os civis”. “O regime e os seus aliados devem acabar com os ataques militares indiscriminados e respeitar o direito internacional humanitário”, defendeu o SEAE.

Segundo Bruxelas, os novos ataques custaram “inúmeras vidas civis, feridos e o deslocamento de 80.000 pessoas”, elevando para 800.000 o número de deslocados no país desde fevereiro deste ano. O Serviço Europeu para a Ação Externa pediu que se garanta rapidamente um “acesso humanitário seguro e sem obstáculos, que inclua passagens transfronteiriças”, e apelou à proteção dos três milhões de civis que vivem na província de Idlib.

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Mais de 235.000 pessoas foram deslocadas na província de Idlib, no noroeste da Síria, nas últimas duas semanas, como consequência da intensificação dos bombardeamentos russos e do Exército Sírio no último bastião da oposição do país, de acordo com um relatório das Nações Unidas Unidos

A presença de grupos terroristas em Idlib é “um problema que diz respeito a todos nós”, afirmou Bruxelas, advertindo que lutar contra esses grupos não permite “minar o direito Internacional Humanitário ou atacar civis”. A UE frisou que a sua “prioridade” será trabalhar para conseguir um acordo entre o regime e a oposição, sublinhando que “as contínuas hostilidades em Idlib ameaçam destruir a fé nessa solução negociada”.