Cinco pessoas ficaram feridas na noite de sábado na sequência de um ataque à faca na casa de um rabino em Monsey, perto de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

A polícia nova-iorquina anunciou que deteve um suspeito na sequência do ataque, que está a considerar como ato de terrorismo doméstico — e que é o mais recente numa onda de ataques contra judeus que se têm registado nos últimos dias na região de Nova Iorque.

O ataque ocorreu quando um grupo de cerca de 100 pessoas se encontrava em casa do rabino a participar numa celebração do Hanukkah, festa judaica também conhecida como “Festa das Luzes” que este ano se comemora entre os dias 22 e 30 de dezembro. O incidente aconteceu pouco antes das 22h de sábado (3h de domingo em Lisboa) na localidade de Monsey, que fica a cerca de 50 quilómetros da cidade de Nova Iorque.

O Conselho de Assuntos Públicos Judaicos Ortodoxos (OJPAC, na sigla em inglês) publicou na rede social Twitter que foi alertado para um ataque com recurso a uma arma branca e que as cinco pessoas, todas judias, foram transportadas para hospitais locais.

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O suspeito, um homem de 37 anos chamado Thomas Grafton, foi detido pela polícia e será presente a tribunal para responder por cinco acusações de tentativa de homicício e uma de furto.

À CNN, uma fonte policial detalhou que Grafton foi encontrado “coberto de sangue” quando atravessava uma ponte sobre o rio Hudson para entrar na cidade de Nova Iorque e a matrícula do seu carro foi identificada por um radar.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu ao ataque apelando à união do povo norte-americano “para combater, confrontar e erradicar o flagelo do antissemitismo”.

Em duas das publicações, o OJPAC indicou que uma das vítimas foi “esfaqueada pelo menos seis vezes”, que duas delas se encontram em estado crítico e que o suspeito do crime tinha a cara coberta por um lenço e fugiu do local num carro.

O caso em Monsey ocorre na sequência de ataques aparentemente anti-semitas reportados em todo o estado de Nova Iorque durante a festa judaica do Hanukkah. Sábado foi a sétima noite do Hanukkah.

Só na cidade de Nova Iorque, a polícia recebeu pelo menos seis denúncias esta semana – e oito desde 13 de dezembro – de ataques possivelmente provocados por sentimentos antijudaicos.

O governador do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, encontrou-se já neste domingo com líderes da comunidade judaica e com as autoridades civis no condado de Rockland, onde ocorreu o ataque.

O condado de Rockland é uma das regiões dos Estados Unidos onde há uma maior concentração de judeus ortodoxos. Segundo o The New York Times, cerca de 31% da população daquele condado (de mais de 300 mil pessoas) é composta por judeus.