O fabricante americano de veículos eléctricos comercializou, entre Outubro e Dezembro de 2019, o maior número de veículos da sua ainda curta história, ao colocar no mercado 112.000 carros novos, um valor que supera em 15,5% os 97.000 transaccionados no 3º trimestre. Já então, a Tesla tinha aumentado as vendas em relação ao 2º trimestre (95.200 unidades), mas apenas em 1,9%.

Entre os 112.000 automóveis novos entregues a clientes, 92.550 foram Model 3, mais 15,6% do que os 79.600 do 3º trimestre, com 19.450 a serem Model S e X, mais 11,8% do que os 17.400 do 3º trimestre. No decurso destes três meses finais de 2019, em que bateu o recorde de vendas, a Tesla superou também o seu recorde de produção, que atingiu 104.891 unidades.

Com este resultado do 4º trimestre do ano, a Tesla encerrou 2019 com 367.500 veículos vendidos, um notável incremento de 50% face ao volume de carros vendidos em 2018. Em resposta a este crescimento, a bolsa americana reagiu em alta, com as acções da Tesla a atingirem 443,01 dólares, também ele um novo recorde. De recordar que este ainda pequeno fabricante de carros eléctricos ultrapassou a valorização da GM e da Daimler em meados de Novembro, ao atingir um valor bolsista de 63,07 mil milhões de dólares. Mas no decurso destes cerca de 45 dias, em que anunciou que a fábrica da marca na Alemanha iria produzir 500.000 veículos e arrancou com a entrega dos modelos construídos na fábrica chinesa, a cotação das acções da marca saltou dos 349,93$, a 18 de Novembro, para 443,01 no encerramento de hoje, 3 de Janeiro.

Para o primeiro trimestre de 2020, estes valores deverão continuar a subir ainda de forma mais expressiva, uma vez que a Gigafactory 3, em Xangai, começou a entregar carros na China no último dia de 2019, sendo a lista de espera considerável. Como de momento estas instalações estão a fabricar Model 3 a um ritmo de 1000 unidades/semana (valor que irá continuamente aumentar rumo aos 3000), a Tesla poderá colocar no mercado mais 12.000 veículos por trimestre na primeira metade do ano, valor que deverá aproximar-se dos 36.000/trimestre na segunda metade de 2020.

Resta agora aguardar pelos resultados financeiros, para ver até que ponto estes resultados positivos em matéria de vendas se traduzem em incrementos similares a nível da facturação e, mais importante ainda, de lucros. O exercício financeiro deverá ser tornado público na segunda metade de Janeiro.