A medida foi anunciada no início de 2017 e implementada a partir de 2 de Janeiro de 2020, o primeiro dia de trabalho do novo ano. O objectivo consiste em retirar da zona que habitualmente se considera Barcelona, uma área de 95 km2 correspondente a 20 vezes a área central de Madrid (também ela sujeita a limitações de tráfego), os carros mais poluentes. Entre eles, os equipados com motores a gasolina produzidos antes do ano 2000 (homologação Euro 3) e os motores diesel antes de 2006 (Euro 4), além dos furgões anteriores a 1994 (Euro 1) e os veículos de duas rodas fabricados antes de 2003.

Visando afastar da cidade cerca de 50.000 viaturas mais poluentes, estimando uma redução de 15% nos níveis de poluição, a autarquia implementou um sistema de controlo das matrículas de todos os veículos que entram na zona de baixas emissões (ZBE) indevidamente, que serão multados entre 100€ e 1800€. Há uma série de excepções à lei agora posta em prática, existindo igualmente a possibilidade de os veículos banidos requererem uma autorização por motivos de urgência durante apenas 10 dias por ano, mediante um pagamento de 2€/dia.

Os 50.000 veículos mais poluentes que até 1 de Janeiro entravam em Barcelona e que agora vão estar impedidos de o fazer, por não possuírem o “dístico ambiental”, podem ainda assim continuar a circular pela cidade. Basta que pertençam a uma família com um rendimento mensal inferior ao dobro do “indicador público de renda para efeitos múltiplos” (IPREM), contra o pagamento de 1€ por dia, ou de forma gratuita para quem tenha um rendimento inferior ao IPREM, que hoje é de 538€.

Os táxis e veículos similares destinados aos transportes públicos, como os Uber e Cabify, estão igualmente obrigados a cumprir esta regra, mas foi instituída uma moratória de um ano destinada a proteger as empresas que operam veículos pesados, sejam eles de mercadorias ou destinados ao transporte de passageiros. A ZBE está interdita a veículos considerados mais poluentes entre as 7 e as 20 horas, sendo controlada por 70 câmaras e 20 pontos de vigilância, que asseguram a leitura da matrícula e, automaticamente, a consulta de uma base de dados para verificar se o veículo em causa pode circular ou se deve ser emitida uma multa, que é tão mais pesada quanto mais antigo e poluente for o modelo.