Numa declaração, Boris Johnson disse: ” O general Qassem Soleimani representava uma ameaça para os nossos interesses e foi responsável por um padrão de comportamento disruptivo e desestabilizador na região.” Segundo a notícia avançada pela Sky News, Boris afirmou ainda: “Dado o papel de organizador que teve em várias ações que custaram a vida a centenas de inocentes e cidadãos ocidentais, não vamos lamentar a sua morte.”

No mesmo comunicado, o líder do Reino Unido avisou ainda que qualquer quer incentivo a retaliações só trará “mais violência para a região”, acrescentando ainda, depois disso, que responsáveis britânicos estão em “contacto próximo” com todos os envolvidos para “encorajar” a calma.

Johnson acabou por confirmar também que apesar do RU pretender assumir uma posição mais apaziguadora já foram tomadas várias medidas para garantir a segurança tanto dos interesses como dos cidadãos britânicos presentes nesta zona do Médio Oriente. Na próxima terça-feira o tema será melhor discutido no parlamento britânico .

Até este momento o governo de Boris (e o próprio, principalmente) estava a ser alvo de várias críticas, que o acusavam de fazer “muito pouco e muito tarde” em relação ao ataque de drone que matou o general iraniano.

Em declarações prestadas à mesma Sky News, o ministro sombra dos negócios estrangeiros (do Labour), Emily Thornberry, acusou Boris Johnson de se limitar a “beber vodka martinis algures em vez de estar a prestar atenção”, durante o seu período de férias.

O “verdadeiro” ministério dos Negócios Estrangeiros já redobrou os avisos dados a turistas britânicos que já estejam ou estejam a pensar ir para o Médio Oriente (Arábia Saudita e Turquia inclusive). No passado sábado já tinha sido enviados dois navios de guerra do Reino Unido para a zona do Golfo Pérsico, que têm como missão proteger todos os navios de bandeira britânica no momento de atravessar o Estreito de Ormuz (zona essencial da rota do comércio do petróleo).

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