A necessidade de cumprir os limites de dióxido de carbono (CO2) impostos por Bruxelas vai conduzir ao desaparecimento de muitos motores do mercado, sejam eles a gasolina ou a gasóleo. Esta necessidade “ataca” todos os fabricantes e a BMW não foge à regra, tendo já admitido que o turbodiesel com seis cilindros em linha e quatro turbocompressores ia deixar de ser comercializado na Europa. Mas sabe-se agora que os cortes não vão ficar por aqui.

Numa entrevista à Automotive News, o responsável pela Investigação e Desenvolvimento (I&D) da marca alemã, Klaus Fröhlich, confessou que, além do quadriturbo a gasóleo que vai ser descontinuado por ser demasiado caro e complexo, também o pequeno 1.5 diesel de três cilindros será abandonado, sendo este um motor particularmente mais importante para o mercado português, uma vez que serve as versões mais acessíveis da Série 1, Série 2, X1, X2 e Mini.

Nem só de más notícias viveu a entrevista de Fröhlich, com o técnico alemão a avançar que as unidades com quatro e seis cilindros a gasóleo estão garantidas durante os próximos 20 anos, para os motores da marca a gasolina estarem previstos para os próximos 30 anos. Contudo, tal não deverá acontecer sem o recurso a algum nível de electrificação, nomeadamente os híbridos plug-in da marca.

Contudo, na BMW abundam os veículos grandes e potentes, com motores necessariamente a condizer, pelo que interessa saber o que reserva o futuro aos V8 e V12 da casa. Fröhlich admite que “o V12 talvez não tenha um grande futuro, dado que apenas fabricamos uns milhares de unidades por ano e é necessário realizar grandes investimentos para o fazer respeitar os novos limites de poluição, cada vez mais restritivos”. Mas se o V12 está condenado, o V8 não parece em melhor situação. “Uma vez que já temos um motor de seis cilindros reforçado por uma unidade plug-in que já atinge 600 cv, não fará muito sentido manter o V8 em produção”, admite o responsável da BMW.