Um juiz de instrução criminal no Tribunal de Braga proibiu esta quarta-feira um homem de 37 anos suspeito de violência doméstica de contactar com os pais e de se aproximar da residência dos mesmos, disse fonte da GNR. Segundo a fonte, o suspeito terá ainda de se submeter a um tratamento na área da saúde mental.

O homem foi detido na terça-feira, pela GNR, no cumprimento de um mandado judicial, por alegada violência doméstica cometida sobre os pais.

Em dezembro de 2018, o homem foi absolvido pelo Tribunal de Braga num processo em que estava acusado pelo Ministério Público de tentar matar os pais, por alegadamente ter regado com álcool e incendiado o quarto em que eles dormiam.

Na altura, a juíza presidente do coletivo disse que o arguido beneficiou do facto de os pais se terem recusado a dar o seu testemunho, durante o julgamento.

Eram as únicas testemunhas que percecionaram os factos. Tendo-se recusado a falar, houve uma fortíssima limitação à descoberta da verdade”, sublinhou a juíza.

O arguido estava acusado de dois crimes de homicídio na forma tentada, um crime de incêndio tentado, dois crimes de extorsão também na forma tentada e um crime de furto qualificado.

Os factos registaram-se na madrugada de 26 de setembro de 2017, na freguesia de Este S. Mamede, em Braga, quando, segundo a acusação, o arguido terá regado com álcool o quarto em que os pais dormiam e pegado fogo.

O crime terá sido o corolário de constantes desavenças do arguido com os pais, por estes não lhe darem dinheiro para alimentar o vício da droga e não lhe emprestarem o carro.

O arguido já tem antecedentes criminais, tendo sido condenado a 14 anos e meio de prisão pela participação, em finais de 2004, num roubo em Póvoa de Lanhoso, que culminou na morte de um homem. Após cumprir parte da pena de prisão, saiu em liberdade condicional em finais de maio de 2017.