O Eater, célebre site norte-americano sobre comida, escolheu a cidade do Porto como uma das 19 cidades do mundo que são destinos gastronómicos a não perder em 2020. Entre paragens como Cartagena, na Colômbia; Cork, na Irlanda; Akko, em Israel ou Gyeongju, na Coreia do Sul, a cidade Invicta aparece descrita como estando a viver “o seu melhor momento gastronómico” e como sendo “cosmopolita por definição e amistosa de nascença.”

Numa altura onde nunca se viajou tanto — foram registados, em 2018, 1,4 mil milhões de viajantes, conta o The Guardian — e para comer — dados do Booking dão conta que 61% dos viajantes do mundo colocam a comida como prioridade, no momento de escolher destinos de férias –, análises deste género são um fator importante na divulgação de destinos que muitas vezes podem não aparecer logo no “radar” dos foodies (dos internacionais, pelo menos). Aliás, no próprio artigo o Porto é descrito como a “cidade irmã de Lisboa” que muitas vezes não é valorizada como deve por quem visita o país pela primeira vez.

“Com a crescente popularidade da comida portuguesa um pouco por todo o mundo, Portugal nunca recebeu tantos viajantes (especialmente norte-americanos) dispostos a devorar tudo o que este pequeno pais tem para oferecer”, começa-se por ler. O artigo depois passa para uma explicação que afirma que esta nova vaga gastronómica que está a passar pelo Porto baseia-se no trabalho de “chefs locais que cozinham comida tradicional mas com um recém-descoberto refinamento”, invertendo, desta forma, a a fama de que as receitas desta zona do pais são “consideradas demasiado pesadas”.

Apesar do trabalho destes cozinheiros, mesmo assim, aquilo que mais “surpreende” são as “tascas tradicionais que servem refeições a 10 euros”. E claro, a famosa francesinha é destacada como sendo uma “sanduíche enorme, cheia de vários tipos de carne, queijo derretido e molho de tomate picante.”