A Cáritas Portuguesa, a Oikos-Cooperação e Desenvolvimento e a Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM) vão trabalhar nas províncias moçambicanas de Sofala e Cabo Delgado, zonas mais afetadas pelos ciclones Idai e Kenneth, foi esta sexta-feira anunciado.

Este projeto de cooperação, que visa apoiar a recuperação do setor agrícola “para garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias e a restauração económica das comunidades”, vai apoiar mais de 22.500 pessoas durante dois anos e é promovido em parceria com a Cáritas Moçambicana e a Associação Luarte, com financiamento do Fundo de Reconstrução para Moçambique acionado pelo Governo Português, através do Camões, I.P.

“A intervenção, desenvolvida em consórcio sob a coordenação da Oikos, contribui para uma rápida recuperação produtiva das famílias mais afetadas, que lhes permita, de forma autónoma e sustentável, assegurar a satisfação das necessidades alimentares e nutricionais do agregado familiar”, informou hoje a Cáritas Portuguesa em comunicado.

Segundo a Cáritas, vão ser fornecidos “kits agrícolas de qualidade para aumento da produção agrícola, dada formação a grupos de produtores para aumento da produção e produtividade, instalados sistemas de irrigação, captação e armazenamento de água. Será ainda melhorada a capacidade da população no armazenamento e preservação de alimentos”.

A intervenção focará ainda o trabalho de “prevenção de catástrofes, para que as comunidades estejam mais bem preparadas para responder aos impactos futuros de desastres naturais”.

As organizações envolvidas defendem ser “fundamental que o trabalho de emergência possa evoluir para projetos a longo prazo que garantam uma vida digna e sustentável das comunidades locais”