As autoridades paquistanesas elevaram para 15 o número de mortos na explosão de sexta-feira numa mesquita em Quetta, um ataque entretanto reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Inicialmente, as autoridades tinham referido a existência de 10 vítimas mortais. Uma forte explosão abalou uma mesquita em Quetta, capital da província do Baluchistão, durante as orações de sexta-feira à noite.

O ataque matou um polícia e 13 outras pessoas, além de deixar feridos 20 fiéis.

Segundo o chefe da polícia de Quetta, Abdur Razzaq Cheema, uma outra vítima morreu dos ferimentos no hospital da cidade, elevando o número de mortos para 15. A mesma fonte disse que duas outras vítimas estão em estado crítico.

O Estado Islâmico reivindicou entretanto o ataque, dizendo ter-se tratado de um atentado suicida contra os talibãs afegãos. No entanto, o porta-voz dos talibãs Qari Mohammad Yousuf Ahmadi negou em comunicado que na mesquita estivesse qualquer membro do grupo.

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Vários grupos armados operam no Baluchistão, onde um grupo separatista mantém há anos uma rebelião de nível reduzido. O Governo do Paquistão diz que tem reprimido a rebelião, mas a violência continua.

O Baluchistão tem uma longa fronteira com o Afeganistão e com o Irão.