O Rapide-E é um modelo a que não faltam soluções tecnológicas que deixam a concorrência de água na boca. A começar pelo sistema eléctrico, o primeiro a 800V, solução posteriormente adoptada pela Porsche. Mas apesar de todo o potencial da berlina eléctrica da Aston Martin, algumas limitações financeiras do fabricante britânico levaram à sua suspensão, pelo menos até que surja dinheiro para continuar a fazer evoluir o projecto, o que pode acontecer de imediato caso se confirme a entrada da Geely no capital da marca inglesa.

O Rapide-E, revelado ao público no Salão de Xangai, levantou a ponta do véu sobre o que a Aston Martin pensava ser uma boa proposta para uma berlina desportiva eléctrica. Sem mexer na arquitectura do Rapide a gasolina com motor V12 a gasolina, a Aston Martin conseguiu montar um pack de baterias com 65 kWh, para alimentar dois motores que fornecem um total de 610 cv e 950 Nm de binário. Além dos 250 km/h de velocidade máxima, o Rapide-E permitiria também chegar aos 100 km/h em 4 segundos, para depois anunciar 322 km em WLTP, relevando a capacidade de recarregar com potências elevadas.

Consciente de que os dados não atrairiam a maioria dos clientes, que tinham debaixo de olho os quase 600 km de autonomia dos Tesla, a Aston Martin limitou a produção a 155 unidades, confiante que entretanto estaria em condições de começar a propor um modelo concebido numa plataforma específica para veículos eléctricos, com mais espaço para acumuladores, o que, por sua vez, garantiria uma autonomia superior.

Depois de anunciar que o Rapide-E seria produzido em 2019, Andy Palmer, o CEO da Aston Martin, anunciou que “2019 foi um ano muito aquém das expectativas, com o nosso desempenho a ficar abaixo dos lucros previstos”, o que justificou o arquivamento do Rapide-E. Mas, curiosamente, não o do DBX, dado que o primeiro SUV já conta com mais de 1800 encomendas desde Novembro.