A CP – Comboios de Portugal vai ser reestruturada já a partir desta quarta-feira, passando a dividir-se em duas grandes áreas e a ter áreas de produção descentralizadas no Norte, Centro, Lisboa e Sul, noticia esta terça-feira o jornal Público.

A empresa responsável pelos comboios portugueses vai acabar com a antiga divisão em unidades de negócio (CP Regional, CP Longo Curso, CP Lisboa e CP Porto), que passam a ser produtos da empresa e não entidades autónomas.

A partir desta semana, a empresa passa a dividir-se em duas grandes áreas: Direção de Operações e Comercial e Direção de Manutenção e Engenharia.

A primeira vai incluir uma área de produção que estará dividida em Norte, Centro, Lisboa e Sul, num processo de descentralização que visa aproximar a gestão da empresa dos vários pontos da rede.

Já a segunda área irá incluir a antiga EMEF (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário), que foi fundida com a CP no ano passado.

O Público detalha ainda que entre as prioridades da empresa está a entrada de funcionários mais jovens para os quadros e de mais mulheres para cargos de direção.

Segundo o jornal, a grande prioridade da CP nesta nova fase é focar-se na área operacional, reduzindo a frequência das supressões e atrasos de comboios e garantindo a circulação de composições limpas.

Neste âmbito, nesta quarta-feira é inaugurada a reabertura das oficinas de Guifões, onde já estão a ser recuperadas carruagens abandonadas.

Ao mesmo tempo, a CP está a preparar um plano de negócios relativo a um possível regresso ao transporte de mercadorias — atualmente a cargo de apenas duas empresas, a Medway e a Takargo.