Ainda nem sequer explodiu, mas o vulcão Taal já causou uma onda de destruição que assolou parte da província de Batangas, nas Filipinas. A coluna de fumo que se ergueu a 15 quilómetros de altitude no domingo começou esta segunda-feira a ceder à gravidade e enterrou parte da região de Luzon e de Angocillo num deserto de cinzas que condenou à morte cavalos, vacas, campos agrícolas e árvores. As casas abateram e dezenas de milhares de pessoas foram retiradas. Mas o pior ainda está para vir.

O nível de alerta para o vulcão Taal, que entrou em erupção no domingo e ainda não deu tréguas, subiu para o quatro em cinco possíveis. Por enquanto, o vulcão está numa “agitação intensa” que provoca pequenos tremores de terra de baixa magnitude. Apesar de não serem devastadores, estes sismos são perigosos porque abrem fissuras no solo de onde o magma pode escapar. No pior cenário possível, o vulcão explode e rios de lava espessa e grandes piroclastos são atirados do topo do Taal. Esse é o cenário que pode ocorrer “dentro de dias”.

Enquanto Taal não passa para a ação, a população está a preparar-se para enfrentar o “perigo iminente” de um dos vulcões mais pequenos do mundo. Dezenas de milhares de pessoas estão a deixar a província para se afastarem no raio de ação do vulcão, outros estão a reforçar as casas, proteger os animais e limpar os terrenos à espera que Taal abrande. As imagens no local estão na fotogaleria e podem ser vistas no topo deste artigo.

Entretanto, um vídeo no YouTube está a emitir em direto uma imagem do vulcão Taal. Por enquanto, a imagem mostra uma atmosfera poluída por cinzas e uma nuvem de piroclastos ao fundo — partículas milimétricas perigosas para a saúde, sobretudo para as vias respiratórias e para os olhos. Se explodir, essa nuvem vai adensar-se e a lava vai começar a correr em direção ao mar. Pode acompanhar a situação nas Filipinas na emissão aqui em baixo.