Cofinanciado pelo Portugal 2020, no âmbito do Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização – Compete 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, o Portugal Fashion submeteu, ainda em 2019, uma nova candidatura a fundos comunitários. A resposta está atrasada, razão pela qual o Portugal Fashion suspendeu o apoio financeiro aos criadores de moda portugueses em ações internacionais. Como consequência, são cinco os designers (no mínimo) que ficarão de fora das semanas da moda de Londres, Milão e Paris.

“Pelos atrasos na resposta à candidatura que o Portugal Fashion submeteu, não nos foi possível apoiar os designers portugueses nas semanas de moda internacionais”, afirma André de Atayde, diretor de comunicação do Portugal Fashion, em declarações ao Observador. Com a Semana da Moda de Milão, que terminou esta terça-feira, Miguel Vieira, nome que passou a integrar o calendário oficial do evento na última edição, em junho do ano passado, foi a primeira ausência da temporada. David Catalán, outro criador que já havia sido apoiado no âmbito da mesma estratégia de internacionalização, desfilou na cidade italiana, mas a convite (e com as despesas a cargo) da própria organização.

“Apenas nos foi possível dar apoio em backoffice, aproveitando a ligação e a relação já criada com a Semana de Moda de Milão”, acrescenta o gabinete de comunicação do Portugal Fashion, fazendo referência às boas relações mantidas com a Camera Nazionale della Moda Italiana. Para já, a mossa vai continuar a fazer-se sentir nos calendários das principais semanas da moda internacionais, com ausências já previstas, entre elas Hugo Costa e Luís Buchinho em Paris, nos meses de janeiro e fevereiro.

A dupla Marques’Almeida já tem presença confirmada no calendário londrino, com o desfile marcado para dia 15 de fevereiro. Já Alexandra Moura, nome oficial do calendário de Milão nas duas últimas estações, ainda não conseguiu garantir presença na próxima edição do evento.

A resposta à nova candidatura a fundos comunitários era esperada ainda durante o ano passado. Ao Observador, o Portugal Fashion revelou-se confiante numa resposta positiva por parte dos agentes decisores. Segundo a organização, o atraso na resposta à candidatura não compromete a realização da 46ª edição do Portugal. “Mas queremos acreditar que essa resposta positiva virá o mais breve possível para que consigamos continuar o nosso trabalho de promoção da moda nacional”, conclui o mesmo diretor de comunicação.