O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, disse esta quarta-feira que o Brasil está adiantado nos critérios para aderir à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), após os Estados Unidos terem reafirmado o apoio à candidatura do país.

São mais de cem requisitos para você ser aceite. Estamos bastante adiantados, inclusive à frente da Argentina. E as vantagens para o Brasil são muitas. Equivale ao país entrar na primeira divisão”, afirmou o Presidente brasileiro, quando saía da sua residência oficial, em Brasília.

Na última terça-feira, o Governo dos Estados Unidos divulgou uma nota afirmando que daria prioridade ao apoio da entrada do Brasil na OCDE, segundo informações publicadas pelos media locais. A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, na rede social Twitter.

“Anúncio americano de prioridade ao Brasil para ingresso na OCDE comprova uma vez mais que estamos construindo uma parceria sólida com os EUA, capaz de gerar resultados de curto, médio e longo prazo, em benefício da transformação do Brasil na grande nação que sempre quisemos ser”, escreveu Araújo.

Em outubro passado, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, enviou uma carta à OCDE manifestando apoio apenas à entrada da Argentina e da Roménia na organização, sem citar o Brasil. No entanto, a Argentina passou por uma transição de Governo e agora é comandada por Alberto Fernández, um político peronista de centro-esquerda que é menos alinhado com ideias defendidas pelo Governo dos Estados Unidos do que seu antecessor, Maurício Macri.

A OCDE, fundada em 1961, refere no seu site que trabalha para “moldar políticas que promovam prosperidade, igualdade, oportunidade e bem-estar para todos”.

Juntar-se ao grupo é considerado um elemento distintivo de honra para os países que procuram mostrar à comunidade internacional que prosperaram economicamente.

O Brasil apresentou o seu pedido de adesão à OCDE em maio de 2017.