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Morreu a estudante chinesa que vivia com 26 cêntimos por mês para poder comprar medicamentos para o irmão mais novo, diagnosticado com uma doença mental. Wu Huayan deu entrada no hospital em outubro de 2019 subnutrida e com problemas respiratórios. Morreu na segunda-feira, confirmou o Hospital Universitário de Guizhou à CNN.

De acordo com a BBC, os pais de Wu Huayan morreram quando ela e o irmão ainda eram crianças. Quando ficaram órfãos, os dois jovens eram ajudados por um tio e por uma tia que lhes entregavam 300 yuans, o equivalente a 39 euros, por mês. Wu Huayan guardava 26 cêntimos para si e gastava-os em arroz e pimentões — os únicos alimentos que consumia e sempre em poucas quantidades. O resto era investido em consultas e remédios para o irmão.

Quando o caso se tornou conhecido, Wu Huayan recebeu doações feitas pela comunidade da cidade de Tongren, onde morava, no valor de 70 mil yuans (pouco mais de 9,1 mil euros). O governo também lhe começou a dar um subsídio de 300 yuans, o equivalente a entre 39 e 91 euros — o valor mínimo instituído pela China. Há poucos meses tinha começado a receber também um fundo de 20 mil yuans ou 2,6 mil euros.

Mas já era tarde demais. À conta do regime alimentar que foi obrigada a ter durante anos, Wu Huayan desenvolveu problemas cardíacos e renais. Estudante no terceiro ano da universidade, Wu Huayan tinha apenas 1,35 metros de altura e 20 quilogramas. Já não tinha sobrancelhas e metade dos pelos do corpo caíram por causa da subnutrição em que vivia.

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