Fernando Alonso é um piloto a quem todos reconhecem valor, mas que parece ter passado ao lado de uma carreira na F1 recheada de sucessos, tendo alcançado apenas dois títulos de campeão, quando poderia ter amealhado mais. Abandonou a McLaren e a disciplina máxima do desporto automóvel por troca com um contrato com a Toyota, marca que passou a representar no campeonato do mundo de resistência (WEC). Este ano decidiu juntar mais uma modalidade ao seu currículo, ao participar no Dakar igualmente com o construtor japonês.

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Se a pilotagem no WEC ainda tem muitas semelhanças com a F1, o Dakar é um desafio completamente distinto. Mais do que saber guiar e ser rápido, é fundamental saber ler o terreno e adivinhar a melhor forma de transpor uma vala ou uma duna, tanto mais que o mais pequeno erro pode ter consequências desastrosas. E ontem o piloto da Toyota pagou, mais uma vez, o preço da sua inexperiência numa maratona como o Dakar.

Poucos quilómetros após o início da especial de ontem, a 10ª, com 534 km de extensão, Alonso e o seu navegador Marc Comas, especialista nestas andanças, mas em moto, enganaram-se na abordagem a uma duna. É certo que o número de fotógrafos e jornalistas presentes no local poderá ter forçado o espanhol ao erro, levando-o a tentar fazer uma habilidade para ficar bem nas fotos e no vídeo. A pick-up japonesa aterrou mal, de lado a meio da descida, e foi até à base da duna às “capotadelas”. Menos mal que a Toyota é robusta, uma vez que a manobra se saldou num pára-brisas estilhaçado e numas quantas mossas distribuídas equitativamente pela carroçaria.

O resultado foi a perda de 68 minutos a recompor a pick-up, a que se seguiu um trabalho extra ao fim do dia, o que o levou a ser apenas 56º na etapa e a descer para 14º da classificação geral. Pior deve ter sido para os pilotos, cujo ego pode ter saído dali também algo amassado. Para piorar as coisas, as piruetas foram devidamente registadas – e de imediato publicadas – nas redes sociais. Aqui fica o momento: