Japão, Tailândia e agora Coreia do Sul. Os casos confirmados do novo coronavírus inicialmente registado na China vão-se espalhando a poucos dias do ano novo chinês (dia 25) e alimentam receios sobre uma potencial epidemia, tendo levado já a Organização Mundial de Saúde a lançar um alerta global. A confirmação do primeiro caso na Coreia do Sul foi feita esta segunda-feira. Trata-se de uma mulher chinesa, de 35 anos, que chegou de avião de Wuhan, uma cidade no centro da China onde a epidemia parece ter começado, e que foi colocada em quarentena.

A mulher já tinha ido ao hospital de Wuhan no sábado por se sentir febril. Neste centro hospitalar chinês recebeu tratamento médico. No dia seguinte, apanhou um voo para Incheon, na Coreia do Sul, onde os seus sintomas foram detetados.

Entretanto, as autoridades chinesas confirmaram uma terceira morte causada por este novo tipo de pneumonia viral e revelaram a existência de dois casos em Pequim.

Durante o fim de semana, a poucos dias do Ano Novo chinês, foram confirmados 136 novos casos em Wuhan, dois em Pequim e um na província meridional de Guangdong.

No domingo, as autoridades chinesas tinham anunciado que identificaram mais 17 pessoas infetadas no centro do país com uma nova forma de pneumonia viral, que já colocou outros países em alerta.

Pelo menos meia dúzia de países da Ásia adotaram medidas excecionais.

O número de pessoas infetadas com o vírus ultrapassa provavelmente o milhar de casos e é muito superior àquele avançado pelas autoridades locais, segundo investigadores britânicos.

Num artigo publicado na sexta-feira por cientistas de um centro de pesquisa do Colégio Imperial de Ciência, Tecnologia e Medicina de Londres aponta-se que o número de pessoas infetadas na cidade chinesa provavelmente deverá ser muito superior.

Investigadores do Centro de Análise Global de Doenças Infeciosas, que aconselha instituições como a Organização Mundial de Saúde (OMS), estimam que “um total de 1.723 casos” em Wuhan apresentavam sintomas da doença desde 12 de janeiro.

O alerta de disseminação do vírus foi dado na semana passada pela OMS, depois de os primeiros casos detetados fora da China terem sido conhecidos, na Tailândia e no Japão, com os três pacientes a terem visitado Wuhan recentemente.

Os casos de pneumonia viral alimentaram receios sobre uma potencial epidemia, depois de uma investigação ter identificado a doença como um novo tipo de coronavírus, uma espécie de vírus que causa infeções respiratórias em seres humanos e animais e são transmitidos através da tosse, espirros ou contacto físico.

Em resposta a estas informações, os Estados Unidos anunciaram na sexta-feira que vão monitorizar os passageiros dos voos provenientes de Wuhan para nos aeroportos em Los Angeles, São Francisco e Nova Iorque.

Este é um período de maior circulação de cidadãos de e para a China por causa das celebrações do Ano Novo Chinês, no próximo dia 25.