A PSP indicou esta segunda-feira que não recebeu qualquer pedido de autorização para a realização de vigílias na zona dos aeroportos portugueses, um dia antes do protesto anunciado nas redes sociais pelo Movimento Zero.

O Movimento Zero (M0), um movimento social inorgânico criado em maio de 2019 por elementos da PSP e da GNR e bastante visível na última manifestação de forças de segurança em novembro, anunciou que vai realizar a partir das 10h00 de terça-feira vigílias em todos os aeroportos portugueses, num protesto que deverá estender-se por vários dias.

Num comunicado esta segunda-feira divulgado, a Direção Nacional da PSP relembra o Plano Nacional de Segurança da Aviação Civil (PNSAC), que estabelece que no interior dos aeroportos “só podem ser desenvolvidas atividades diretamente relacionadas com a prestação do serviço de transporte em aviação civil, tendo qualquer outra atividade de ser antecedida de pedido de autorização e aceitação expressa por parte das entidades competentes”.

Contactado pela Lusa, o porta-voz da Polícia de Segurança Pública, intendente Nuno Carocha, afirmou que não foram recebidos pedidos de autorização para a realização de concentrações nas zonas dos aeroportos, nomeadamente acessos, estacionamentos e interior destas infraestruturas. No comunicado, a Direção Nacional da PSP nunca se refere ao Movimento Zero, mas sim às previstas “concentrações de cidadãos junto aos aeroportos internacionais, designadamente de Lisboa, Porto e Faro”.

A PSP apela ainda a todos os cidadãos para que “mantenham uma conduta de irrepreensível cidadania, seguindo escrupulosamente as orientações e informações disponibilizadas pelos polícias na sua missão de segurança pública”.

Questionado sobre o policiamento nos aeroportos e ações de protestos dos sindicatos da PSP e associações socioprofissionais da GNR em Braga, Lisboa e Faro, o porta-voz da PSP apenas referiu que esta força de segurança vai acompanhar todas as manifestações de modo a garantir a segurança de toda a comunidade.