Pelo menos 3.482 famílias ficaram desalojadas na província angolana do Moxico, leste do país, entre setembro de 2019 e janeiro de 2020, em consequência das chuvas que destruíram mais de 3.000 residências precárias, segundo dados oficiais.

A situação, conforme noticia esta quarta-feira a agência angolana Angop, foi relatada pelo governador do Moxico, Gonçalves Muandumba, referindo que as populações que vivem nas zonas ribeirinhas dos municípios do Alto Zambeze e Cameia foram as mais afetadas.

Muandumba, que falava no final da primeira sessão extraordinária do governo da província, pediu também a solidariedade de igrejas e outros membros da sociedade civil para com as vítimas, cuja maioria procurou abrigo em igrejas e em casa de familiares.

O governador perspetivou também “dias difíceis” para as populações locais, sobretudo devido à degradação das vias de acesso para a província e que condicionam o transporte de bens alimentares pelo leste de Angola.

Bundas e Luchazes são os municípios do Moxico afetados pela seca, com o encontro a recomendar aos respetivos administradores a receção dos produtos enviados e a avaliação do seu impacto junto da população.