O Banco Central Europeu (BCE) mostrou-se esta quinta-feira ligeiramente mais otimista sobre as perspetivas económicas na zona euro, considerando que os riscos para a conjuntura são menos acentuados após o acordo comercial entre China e Estados Unidos.

Os riscos “ligados a fatores geopolíticos, ao protecionismo crescente e às fragilidades dos mercados emergentes” são “menos acentuados” agora que a “incerteza em torno do comércio internacional diminuiu”, afirmou a presidente do BCE, Christine Lagarde, constatando que se mantém um “crescimento moderado na zona euro”.

“Um desenvolvimento crucial” desde a última reunião de política monetária foi a assinatura de um acordo comercial parcial entre Washington e Pequim, apontou Lagarde, na conferência de imprensa após a reunião do BCE. Os dois países assinaram este acordo após largos meses de tensão comercial.

O comércio “é um elemento importante” de análise económica do BCE, “sobretudo quando se trata de avaliar os riscos”, avançou a líder do BCE, que considerou também positivo o encontro em Davos da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com o Presidente norte-americano, Donald Trump, tendo em vista prosseguir negociações para evitar um conflito comercial entre as duas partes.

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Na conferência de imprensa, Lagarde advertiu também para “o perigo de nada ser feito” para proteger o clima, garantindo que essa questão será integrada na revisão que será feita da estratégia do BCE.

“Vamos debater” qual será o lugar da luta contra as mudanças climáticas na futura estratégia do BCE, explicou Lagarde. Mas “estou ciente do perigo de não fazer nada e acho que não tentar é em si um fracasso”, disse.