Três pessoas morreram na sequência da queda de um avião-cisterna em Nova Gales do Sul, na Austrália. O C-130 Hercules, que pertencia a uma empresa norte-americana do estado de Oregon, estava a combater as chamas na zona de Snowy Monaro quando se despenhou, provocando a morte de todos os tripulantes.

Relatos iniciais referem que, ao cair, a aeronave terá explodido, provocando um incêndio que ainda lavra. Desconhecem-se por enquanto as causas do incidente, que vai ser investigado por uma equipa de “investigadores com experiência em operações aéreas, manutenção e recuperação de informação”, anunciou o governo australiano. Um primeiro relatório será divulgado num prazo de 30 dias.

“Não sabemos ainda o que causou a queda. Simplesmente perdeu contacto com o aparelho”, explicou Shane Fitzsimmons, do Rural Fire Service (RFS) em Nova Gales do Sul, acrescentando que “demorou algum tempo” a localizar os restos do C-130.

O aparelho pertencia à Coulson Aviation que, nos últimos anos têm prestado serviços de combate aéreo a incêndios na região. Por precaução, a empresa decidiu suspender os voos de todos os aparelhos de grande dimensão. “O serviço está suspenso enquanto é feita uma análise para garantir que não pode haver problemas adicionais noutros aparelhos. Os militares estão a ajudar nessa avaliação”, confirmou Shane Fitzsimmons, admitindo que isso terá impacto nas capacidades de combate aos incêndios no estado.

O aeroporto de Canberra, que tinha sido encerrado esta quinta-feira por causa dos fogos que lavram na região, foi entretanto reaberto. Contudo, apenas a transportadora australiana Qantas está a funcionar de forma limitada. A Virgin e a Singapore Airlines cancelaram todos os voos agendados para o dia. As autoridades apelaram a que a população se mantivesse longe do aeroporto.

Os incêndios na Austrália provocaram até ao momento 32 mortos e destruíram mais de 2.600 casas. Em Nova Gales do Sul, existem neste momento três fogos em nível de emergência.