O Ministério da Saúde de Moçambique (MISAU) assegurou esta terça-feira que intensificou o controlo nos principais pontos de entrada de estrangeiros no âmbito das medidas de prevenção face ao coronavírus chinês de Wuhan.

Intensificámos a vigilância nos principais pontos de entrada no país, sobretudo, para os viajantes provenientes das zonas afetadas, a República Popular da China”, disse a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde no MISAU, Lorna Gujirate, em declarações ao canal público Televisão de Moçambique (TVM).

Lorna Gujirate afirmou que equipas de saúde foram destacadas para o controlo do fluxo de passageiros nos referidos pontos, incidindo a sua ação na medição de temperatura dos passageiros. Moçambique acolhe uma numerosa comunidade chinesa e há cada vez mais moçambicanos a viajar para a China em negócios.

As autoridades de saúde da China aumentaram para 571 o número de pessoas infetadas com o novo tipo de coronavírus, que já causou 17 mortes, informou esta quinta-feira a agência de notícias estatal Xinhua. A Comissão Nacional de Saúde da China disse que, até à meia-noite da quarta-feira, tinha contabilizado 571 casos confirmados em 25 províncias e regiões do país.

A Comissão Nacional de Saúde da China tinha já alertado que este novo tipo de coronavírus, uma espécie de vírus que causa infeções respiratórias em seres humanos e animais, “pode sofrer mutações e espalhar-se mais facilmente”.

Fora da China continental, foram confirmados casos da doença em Macau, Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul, Japão, Tailândia e Estados Unidos.

Os sintomas destes coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.