O Pentágono divulgou esta sexta-feira que 34 militares foram diagnosticados com traumatismos cranianos após os ataques do Irão contra duas bases norte-americanas no Iraque no início deste mês. Segundo o porta-voz do Pentágono, citado pela Associated Press, metade dos soldados estão ainda sob observação, sendo que os restantes já voltaram aos seus deveres militares.

“O objetivo é ser o mais transparente, preciso, e fornecer ao povo americano e aos nossos membros do serviço as melhores informações sobre os tremendos sacrifícios que nossos combatentes fazem”, disse o porta-voz do Pentágono Jonathan Hoffman.

O porta-voz disse que oito dos militares inicialmente transportados para a Alemanha foram esta sexta-feira transferidos para os Estados Unidos da América para receberem tratamento. Os outros nove continuam na Alemanha e estão a ser avaliados e tratados.

Este anúncio foi a primeira atualização feita em relação ao número de afetados pelo ataque do dia 8 de janeiro desde que o Pentágono divulgou, a 17 de janeiro, que 11 soldados estavam a ser tratados devido a sintomas semelhantes a contusões. Já esta semana, foi revelado que mais alguns soldados tinham sido retirados do Iraque para serem diagnosticados e tratados, sem revelar números exatos.

Estas situações foram desvalorizadas por Donald Trump que, na quarta-feira, afirmou que “soube que eles tinham dores de cabeça e outras coisas”.

O Presidente dos Estados Unidos tem dito repetidamente que nenhum militar ficou ferido, tendo afirmado no próprio dia do ataque que o povo norte-americano deveria estar “extremamente feliz”, garantindo que todos os soldados estavam a salvo graças “às medidas de precaução” tomadas depois do ataque que vitimou o general iraniano Qasem Soleimani. .

A declaração desta sexta-feira surge após alguns membros do Congresso terem pressionado o Pentágono exigindo mais clareza e transparência em relação aos militares afetados pelos ataques iranianos.