Após ter conseguido construir a sua fábrica na China, a Gigafactory 3, em apenas 10 meses, com os primeiros Model 3 a sair da linha dois meses depois, a Tesla tem encontrado algumas dificuldades com que não contava nas instalações que está a erguer na Alemanha.

Depois de o Governo alemão se ter desdobrado em esforços para atrair para o seu país a Gigafactory 4 do construtor americano de veículos eléctricos e a região de Berlim ter indicado o terreno em que a unidade fabril deveria ser instalada, eis que começaram a surgir as primeiras dificuldades. Primeiro, foram os ambientalistas, preocupados com o abate das árvores, mesmo com a promessa de serem plantadas novas e em número superior, a que se juntaram depois as críticas dos habitantes, lamentando o consumo de água que a fábrica poderá vir a ter.

Agora, com a aquisição do terreno efectuada, mas antes de começar a preparar o terreno, a Tesla viu-se obrigada a contratar uns especialistas a que não pensava recorrer. Nada de especialistas em robotização, baterias ou qualquer outro tema minimamente relacionado com automóveis eléctricos, mas sim técnicos versados em bombas. Mais especificamente, em bombas da II Guerra Mundial.

Sucede que aquela região próxima de Berlim, mais precisamente em Gruenheide, foi contemplada com algumas das bombas largadas pela aviação aliada contra os alvos nazis. Sobretudo aquelas que falharam os alvos. As bombas, com cerca de 50 kg cada, ficaram enterradas no terreno durante mais de 70 anos e já foram descobertos sete exemplares, que têm de ser desactivados antes de retirados para que a limpeza da floresta possa começar.

Certamente não estaria no plano dos pilotos dos aviões bombardeiros americanos, que atacaram por diversas vezes a região, primeiro que algumas dessas bombas não explodissem e, depois, que estas iriam reaparecer num terreno adquirido por uma empresa igualmente americana, que pagou 40,91 milhões de euros pelos 300 hectares. Bombas incluídas.