435kWh poupados com o Logótipo da MEO Energia Logótipo da MEO Energia
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Logótipo da MEO Energia

Adere à Fibra do MEO com a máxima velocidade desde 29.99/mês aqui.

A diferença entre ter uma Oliveira e ter uma Horta inteira (a crónica da final da Taça da Liga)

Este artigo tem mais de 2 anos

O Sp. Braga foi sempre mais equipa, foi sempre mais compacto e construiu sempre mais. No final, venceu o FC Porto com um golo de Ricardo Horta e conquistou a Taça da Liga pela segunda vez (1-0).

O avançado português já tinha marcado ao Sporting na meia-final
i

O avançado português já tinha marcado ao Sporting na meia-final

AFP via Getty Images

O avançado português já tinha marcado ao Sporting na meia-final

AFP via Getty Images

Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

A Taça da Liga é uma espécie de parente pobre do futebol português. À 13.ª edição, ao 13.º ano consecutivo em que se disputa a competição, uma competição que tem ou teve versões homólogas em todas as principais ligas europeias, a Taça da Liga continua a ser olhada com displicência. Os últimos anos, porém, trouxeram uma final four que ofereceu algum glamour às habituais meias-finais e final, um Municipal de Braga que garante uma atmosfera digna de troféu importante e duas vitórias asseguradas nas grandes penalidades, ambas pelo Sporting, que foram responsáveis pela emoção e incerteza que tantas vezes escasseou na terceira competição interna.

Além do glamour, da atmosfera e da emoção, os últimos anos de Taça da Liga têm sido também a descoberta, por parte das principais equipas portuguesas, de que a competição pode muito bem ser uma espécie de silver lining em temporadas que correm menos bem. Na final desta época, Sp. Braga e FC Porto encontravam-se precisamente com esse pensamento subjacente mas com um outro: mais do que salvar uma temporada, as duas equipas procuravam alavancar a segunda metade de uma temporada.

Ficha de jogo

Mostrar Esconder

Sp. Braga-FC Porto, 1-0

Final da Taça da Liga

Estádio Municipal de Braga, em Braga

Árbitro: Luís Godinho (AF Évora)

Sp. Braga: Matheus, Tormena (Wallace, 56′), Bruno Viana, Raúl Silva, Esgaio, Palhinha (João Novais, 90′), Fransérgio, Sequeira, Galeno (Trincão, 50′), Paulinho, Ricardo Horta

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Suplentes não utilizados: Tiago Sá, Diogo Viana, Wilson Eduardo, Rui Fonte

Treinador: Rúben Amorim

FC Porto: Diogo Costa, Corona, Mbemba, Marcano, Alex Telles, Sérgio Oliveira (Romário Baró, 72′), Danilo (Uribe, 74′), Otávio, Marega (Manafá, 78′), Soares, Luis Díaz

Suplentes não utilizados: Marchesín, Diogo Leite, Vítor Ferreira, Aboubakar

Treinador: Sérgio Conceição

Golos: Ricardo Horta (90+5′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Sérgio Oliveira (19′), a Otávio (30′), a João Palhinha (64′), Raúl Silva (68′), a Corona (73′), a Romário Baró (80′), a Bruno Viana (80′)

Se os minhotos têm estado bem na Liga Europa mas a prestação nas competições internas motivou a saída de Ricardo Sá Pinto e a subida de Rúben Amorim à equipa principal, os dragões estão a sete pontos da liderança e do Benfica e precisam de uma segunda volta perfeita e alguns deslizes dos encarnados para ainda sonhar com a reconquista do Campeonato. Assim, o Sp. Braga procurava arrancar com um título um ano de 2020 em que o principal objetivo interno já está restrito aos lugares de acesso às competições europeias e o FC Porto queria garantir desde já uma plataforma de aceleração para uns meses que terão de ser obrigatoriamente menos irregulares.

Sp. Braga e FC Porto, finalistas da Taça da Liga de 2012/13 (na altura, os minhotos de José Peseiro ganharam com um golo de Alan), voltavam então a encontrar-se este sábado no Municipal de Braga. A equipa de Rúben Amorim, que ainda não conhecia outro resultado que não a vitória com o novo treinador, procurava assim a segunda conquista da competição, enquanto que os dragões perseguiam ainda a primeira Taça da Liga, o único troféu nacional que ainda não mora no museu do clube. Tudo isto apenas uma semana e um dia depois de, a contar para a Primeira Liga, o Sp. Braga ter ido ao Dragão agarrar uma exibição consistente e uma vitória perante um FC Porto algo abaixo dos níveis exigidos por Sérgio Conceição.

Se, de um lado, o treinador dos dragões voltava a contar com Danilo, que falhou o jogo com o V. Guimarães por lesão e nem sequer integrou a ficha da equipa, Rúben Amorim tinha João Palhinha de regresso, já que o médio não atuou contra o Sporting por estar cedido aos minhotos pelos leões. Essa era, desde logo, a única alteração no Sp. Braga face à meia-final: entrava Palhinha no meio-campo, saía João Novais, enquanto que Trincão voltava a ser suplente face à titularidade de Galeno. A equipa de Amorim começou o jogo precisamente como havia feito contra o Sporting — os primeiros 15 minutos da final podiam ter sido tirados a papel químico do jogo de terça-feira com os leões. Com uma fase inicial de pressão muito elevada e intensa, o Sp. Braga apresentava-se com uma linha recuada de cinco que desmontava em três quando a equipa tinha a bola, com Esgaio e Sequeira a ocuparem os dois corredores e Palhinha e Fransérgio a povoarem a zona central da espaço intermédio.

Mais à frente, Ricardo Horta e Galeno procuravam os espaços mais interiores, precisamente para abrir as alas a Esgaio e Sequeira, e Paulinho ia aparecendo sempre muito móvel na zona central. Nesse primeiro quarto de hora em que foi totalmente superior ao FC Porto, muito graças a essa rápida e eficaz reação à perda de bola, o Sp. Braga acabou por ficar perto de inaugurar o marcador em duas ocasiões, primeiro com um remate à trave de Ricardo Horta (5′) e depois com Alex Telles a evitar que o remate do mesmo Horta chegasse à baliza de Diogo Costa (13′). Os dragões iam mostrando algumas dificuldades na hora de levar a bola do setor mais recuado para o mais adiantado: o jogo da equipa de Sérgio Conceição era sempre algo lateral e pouco incisivo, com os passes verticais a escassearem e Otávio a ter pouco espaço para fazer a diferença e solicitar Díaz, Marega ou Soares.

A partida ficou mais equilibrada para lá do primeiro quarto de hora e principalmente depois da primeira oportunidade de golo do FC Porto, quando Luis Díaz surgiu na esquerda a rematar por cima (17′). O colombiano, sempre apoiado pela mobilidade de Otávio nas costas, foi a par do brasileiro e de Alex Telles o principal inconformado dos dragões, procurando sempre desmarcações e solicitações que chegassem nas costas da defesa minhota. Apesar de um ascendente que se foi revelando à medida que a primeira parte se aproximou do intervalo, existia sempre a ideia de que a linha média do FC Porto estava demasiado afastada da mais avançada — Sérgio Oliveira e Danilo, responsáveis pela ligação da equipa, estavam demasiado recuados e deixavam o conjunto partido, nunca aparecendo em zonas de eventuais segundas bolas ou apoio ao jogo pelas laterais. A melhor ocasião que os dragões tiveram para marcar apareceu já perto do minuto 40, com Soares a acertar em cheio na trave na recarga a uma primeira defesa de Matheus a remate de Corona (38′), mas a final da Taça da Liga foi mesmo para o intervalo sem golos.

[Carregue nas imagens para ver alguns dos melhores momentos da final da Taça da Liga:]

Na segunda parte, com apenas cinco minutos cumpridos, Rúben Amorim decidiu trocar Galeno — que esteve manifestamente abaixo do nível que mostrou contra o Sporting — por Trincão e injetou frescura e rebeldia no jogo, para além de que Bruno Viana avançou no terreno e deixou apenas Tormena e Raúl Silva no eixo defensivo. Do outro lado, o FC Porto mostrava-se mais compacto defensivamente e parecia procurar colmatar os erros e a passividade do setor mais recuado que acabou por abrir a porta a várias oportunidades do Sp. Braga na primeira parte.

A equipa minhota perdeu Tormena durante os primeiros dez minutos do segundo tempo, com o defesa a sofrer uma lesão muscular e a ser substituído por Wallace, e o jogo caiu em ritmo e intensidade face àquilo que tinha sido a primeira parte. O FC Porto entrou ligeiramente melhor, com as linhas mais subidas e a trocar a bola sempre mais perto da baliza de Matheus, mas a organização defensiva do Sp. Braga ia impedindo que a posse dos dragões se convertesse em oportunidades dignas desse nome.

O jogo tornou-se progressivamente incaracterístico, com as dinâmicas a partirem e os espaços aparecerem na zonas mais interiores — ainda assim, o FC Porto ia resguardando algum ascendente e algum controlo no meio-campo, o que levou também Sérgio Conceição a renovar toda a linha intermédia no espaço de dois minutos, tirando Sérgio Oliveira e Danilo para lançar Romário Baró e Uribe. O capitão dos dragões, que recuperou a tempo de contribuir na final, não comprometeu mas esteve bem abaixo do nível a que habituou a equipa e os colegas: assim como, aliás, já tinha demonstrado antes de se lesionar.

Com o tempo regulamentar esgotado, sem golos e com uma quase ausência de oportunidades na segunda parte (Raúl Silva ainda acertou na trave já nos descontos), o Municipal de Braga já estava conformado com o cenário da decisão nas grandes penalidades. Mas ao quinto minuto de descontos, de forma fria como já tinha acontecido com o Sporting, o Sp. Braga marcou o único golo do jogo e carimbou a vitória e a conquista da Taça da Liga: Fransérgio rematou, a bola saiu prensada na defesa do FC Porto e sobrou para Ricardo Horta, que nas costas dos centrais rematou à saída de Diogo Costa (90+5′). O lance ainda foi revisto pelo VAR, devido à posição do avançado português, mas acabou validado.

O Sp. Braga chega à segunda vitória do próprio palmarés na Taça da Liga e Rúben Amorim mantém-se 100% vitorioso no comando dos minhotos, cimentando um caminho e um projeto que conta desde já com um troféu que serve de alavanca para o que resta da temporada. Já o FC Porto, que volta a cair na final, falha novamente a conquista da competição e falha também um dos objetivos capitais da temporada, numa derrota que confirma o mau momento da equipa de Sérgio Conceição e que engrossa as embrionárias críticas e pedidos de mudança que já se ouviam no Dragão.

A página está a demorar muito tempo.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Ofereça artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.