“A vossa paixão é única, hoje até me fez tremer. Em tantos anos de carreira, nunca senti tanto apoio e tanta emoção. No futebol tudo pode acontecer mas vamos fazer sempre os possíveis e impossíveis para deixar-vos orgulhosos de nós. Muito obrigado Roma”, escreveu Paulo Fonseca na sua conta oficial no Twitter, em resposta à ideia de sucesso de abrir o treino na véspera do dérbi com a Lazio aos adeptos que deram festival para jogadores e treinadores irem com outra motivação para o jogo deste domingo. Aqui, dérbi é mesmo dérbi. 

Mesmo com uma derrota com o Rennes na Liga Europa e com o Nápoles para a Taça de Itália pelo meio, a Lazio chegava ao Olímpico com uma inesperada e histórica série de 11 vitórias consecutivas na Serie A que colocaram não só a equipa de Simone Inzaghi na terceira posição da prova como abriram mesmo possibilidade para discutirem algo mais no topo da tabela com Juventus e Inter, tendo entretanto conquistado a Supertaça na Arábia Saudita com uma equipa que é muito mais do que Ciro Immobile, máximo marcador do Campeonato.

No entanto, o início do jogo mostrou uma Roma melhor, com maior capacidade de chegar à baliza contrária e a ter oportunidades de inaugurar o marcador logo no primeiro quarto de hora por Jordan Veretout e Mancini. O golo não surgiu aí mas também não demoraria muito mais, com Thomas Strakosha com culpas no 1-0: Bryan Cristante, um jogador que parece nem ser o mesmo que passou pelo Benfica, explorou a profundidade, o guarda-redes da Lazio saiu de forma precipitada dos postes e Dzeko, de cabeça, a desviar para a baliza deserta (26′).

A Roma passava a estar em vantagem e tinha outro contexto para abordar este dérbi com casa cheia mas, por culpa própria, acabou por consentir o empate num lance no mínimo caricato: pontapé de canto da Lazio largo ao segundo poste, Pau López a socar a bola para cima, a tentar depois desviar a meias com Smalling para a trave e Acerbi, que andava por aquela zona da pequena área já a pensar no sprint que teria de fazer para regressar à sua posição, acabou por encostar quase de forma envergonhada para o 1-1 à espera da análise do VAR que validou o golo. Ainda antes do intervalo, e num dos melhores momentos da partida, Pellegrini teve um grande remate ao poste.

No segundo tempo, apesar de em alguns momentos a Lazio ter conseguido um jogo mais partido para explorar as transições onde se sente mais confortável, foi a Roma a somar boas oportunidades para voltar à vantagem por Dzeko, que viu duas vezes Strakosha evitar o 2-1, a primeira das quais num lance onde o remate do bósnio na área acertou na sua cara (no segundo o turco Cengiz Ünder teve uma jogada fabulosa onde passou vários adversários). Num jogo onde foi melhor, o conjunto de Paulo Fonseca não foi além do empate, repetindo o resultado da primeira volta, mas manteve o quarto lugar, agora com mais um ponto do que a Atalanta que fez história nesta jornada ao conseguir a maior vitória de sempre fora na Serie A (7-0 frente ao Torino).